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“Connect Americas”, a rede social do Comércio Exterior

As vantagens da plataforma virtual - que está sendo desenvolvida pelo Google e deve ter a versão beta pronta em novembro - foram explicadas para investidores do Polo Industrial de Manaus.
por Enock Nascimento publicado: 18/10/2013 16h47 última modificação: 17/02/2016 15h06

Uma rede social idealizada para incrementar exportações das empresas (principalmente das pequenas e médias) da América Latina e do Caribe. É dessa forma que se pode entender o “Connect Americas”, projeto capitaneado pela Unidade de Comércio e Desenvolvimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que conta com o apoio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA). As vantagens da plataforma virtual - que está sendo desenvolvida pelo Google e deve ter a versão beta pronta em novembro - foram explicadas para investidores do Polo Industrial de Manaus (PIM) pelo economista do BID, Rodrigo Han, nesta sexta-feira (18), no auditório da SUFRAMA.

O economista ressaltou que uma das principais razões para a idealização do projeto é o fato de que apenas 13% das 3,7 milhões das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) da América Latina e do Caribe são exportadoras. Nos EUA e Europa esse percentual é de 30%. “Além disso, muitas empresas deixam de fazer negócios no exterior devido aos custos de participar de feiras e missões comerciais”, frisou Han.

Classificado como revolucionário, o “Connect Americas”, segundo o economista, está baseado em três pilares: interatividade, aprendizado e financeiro. No pilar da interatividade será possível às empresas encontrar clientes, fornecedores e investidores dentro e fora da região, através de comunidades setoriais. No pilar do aprendizado, o usuário terá acesso gratuito a informações multimídia, cursos e treinamento (web seminários) para facilitar e reduzir os custos de transações internacionais. “Um dos cursos previstos é o de contabilidade para exportação”, citou. Na parte financeira, a empresa poderá obter informações sobre oportunidades de financiamento para exportação. Além de poder comparar ofertas de bancos, por exemplo, nessa parte da plataforma virtual será possível visualizar o perfil e contratar provedores de serviços, como especialistas de embalagens ou tradutor de manuais. “O BID não fará financiamentos, apenas será um facilitador das ações do tomador e do financiador”, detalhou Han.

Um dos principais diferenciais do “Connect Americas” é o sistema chamado gamefication, estratégia para incentivar a interatividade dos usuários. No caso, o usuário da plataforma virtual receberá pontos cada vez que compartilhar um artigo, responder uma dúvida, sugerir notícias. Com determinado número de pontos acumulados será possível ter acesso a benefícios que custariam dinheiro no mundo real. Com 400 pontos, por exemplo, uma empresa poderá enviar três amostras de seu produto para três países diferentes do seu de origem. “Uma das maiores premiações previstas poderá ser a participação numa feira ou missão comercial com tudo pago pelo BID”, exemplificou o economista.

Fator China
Ao responder as dúvidas dos empresários presentes, Rodrigo Han ressaltou que não haverá custo nenhum para as empresas cadastradas. “O BID é financiado por países como o Brasil, Noruega, Coreia do Sul e há um fundo específico para bancar o projeto 'Connect Americas'”, sublinhou. “Não tem pegadinha nenhuma, é gratuito mesmo”, reforçou.

Sobre um possível acesso aos negócios em andamento de uma empresa concorrente, Han ressaltou que é possível se comunicar no espaço virtual de várias formas mais privativas, como mensagens in-box, chat ou o Google Hangouts (concorrente do Skype) para videoconferências, garantindo confidencialidade e sigilo necessários para a concretização das transações.

Outra questão levantada foi a preocupação com o domínio da plataforma por empresas chinesas. Han explicou que o projeto foi idealizado para as empresas da América Latina e Caribe exportarem e que deverá ser criada uma forma dos chineses se restringirem ao papel de clientes e compradores.

O superintendente adjunto de Projetos da SUFRAMA, Gustavo Igrejas, afirmou que a Autarquia enxerga no projeto uma excelente ferramenta para aumentar as exportações das empresas do PIM. “A SUFRAMA será um usuário ativo do 'Connect Americas'”, frisou.

A plataforma virtual irá funcionar, a partir de novembro, inicialmente apenas na língua inglesa. A previsão é que a versão em português esteja disponível no início de 2014. Haverá ainda uma versão em espanhol. O planejamento do BID é que o “Connect Americas” estreie com, no mínimo, mil empresas cadastradas.