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Acordo Bilateral Brasil-Chile poderá beneficiar Pólo Industrial de Manaus

Inserido na pauta da reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio no próximo dia 6 de março, acordo possibilitará o acesso da Zona Franca de Manaus às preferências tarifárias entre o Mercosul e o Chile.
publicado: 04/03/2008 00h00 última modificação: 25/07/2016 17h26

Um acordo de liberalização comercial que está sendo negociado entre o Brasil e o Chile poderá beneficiar o pólo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto do acordo deverá ser finalizado durante a reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio dos dois países, que ocorrerá no dia 6 de março, em Santiago, Chile, com a presença do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho. Após aprovação do texto final, o acordo deverá ser assinado na próxima reunião da Comissão Administradora do Acordo de Complementação Econômica n.º 35 (ACE-35).

Devido à importância do tema para a ZFM, a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso, também participará da reunião, em companhia do secretário Ivan Ramalho, que está capitaneando as negociações realizadas por técnicos do Ministério do Desenvolvimento, da SUFRAMA e do Itamaraty.

Flávia Grosso explica que este acordo deverá concretizar a alteração do artigo 12 do ACE-35, o que possibilitará melhores condições de acesso dos produtos provenientes da ZFM para o Chile e das zonas francas chilenas para o Brasil. A proposta, explica a superintendente, foi negociada durante a XXXIV Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC), ocorrida em 17 de dezembro do ano passado, em Montevidéu, Uruguai.

“O acordo é muito importante para a Zona Franca de Manaus por dar acesso às preferências entre o Mercosul e o Chile, uma das mais fortes economias da América Latina que, aliás, já é o sexto mais importante mercado para as exportações do Amazonas”, afirmou Flávia Grosso.

Em 2007, o Estado vendeu US$ 34,55 milhões para o mercado chileno, estando entre os principais produtos da pauta de exportação os telefones celulares, motocicletas, filmes e papéis fotográficos, televisores, canetas esferográficas e aparelhos de barbear não-descartáveis.

A superintendente da SUFRAMA destacou ainda que o empenho do secretário-executivo do MDIC, Ivan Ramalho, bem como dos técnicos do Ministério, da SUFRAMA, e do Itamaraty. “O empenho de todos foi vital para que se chegasse ao estágio atual das negociações”, enfatizou.

Com a celebração do acordo, a inclusão dos produtos de zonas francas no ACE-35, condição não permitida até então, deverá gerar um aumento nas exportações do Amazonas e conseqüentemente do Brasil para o Chile. Diversos segmentos industriais se beneficiarão do futuro acordo. No caso do telefone celular, por exemplo, produto do qual o Amazonas é importante fabricante, há possibilidades de incrementar ainda mais suas vendas para aquele País, contribuindo para o equilíbrio da balança comercial do Amazonas, hoje deficitária.

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