Você está aqui: Página Inicial > Notícias > Alunos do melhor MBA dos Estados Unidos recebem aula sobre ZFM

Notícias

Alunos do melhor MBA dos Estados Unidos recebem aula sobre ZFM

Características singulares do modelo ZFM entre as mais de três mil zonas francas existentes atraíram interesse do grupo.
por Enock Nascimento publicado: 08/05/2015 16h53 última modificação: 02/02/2016 16h21

Um grupo de 23 estudantes de pós-graduação da melhor escola de negócios dos Estados Unidos esteve nesta sexta-feira (8) na sede da SUFRAMA para aprender como funciona o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). O aprendizado faz parte da disciplina Global Academic Travel Experience (Gate), ministrada no curso em tempo integral de MBA da Fuqua School of Business, da Universidade de Duke. O curso de MBA da universidade da Carolina do Norte foi escolhido como o melhor dos EUA pela revista Bloomberg Businessweek.

A ideia de incluir a ZFM como tópico da disciplina Gate foi do diretor do centro de estudos sobre a América Latina e Caribe, Patrick Duddy. “Sabe aquele embaixador americano que foi expulso da Venezuela por Hugo Chávez? Sou eu!”, disse Duddy ao se apresentar aos técnicos da SUFRAMA, fazendo referência a episódio ocorrido em 2008. Além de alunos norte-americanos, o grupo que visitou Manaus incluiu universitários do Brasil, China, Coreia do Sul, França, Gana, Indonésia, Japão, Nigéria, Singapura e Tailândia.

A comitiva foi recebida pelo coordenador-geral de Promoção Comercial da Autarquia, Jorge Vasques, e pelo coordenador substituto de Estudos Econômicos e Empresariais da SUFRAMA, Renato Freitas, encarregado de proferir palestra aos visitantes sobre o modelo de desenvolvimento regional.

Devido à quantidade e à frequência das perguntas, a palestra se concentrou nas respostas para as dúvidas dos estudantes. Freitas, por exemplo, explicou que a ZFM tem características singulares entre as mais de três mil zonas francas existentes. Apesar do nome, ela não é um paraíso fiscal. Ela é um modelo de encadeamento de valor integrado. Os incentivos fiscais são concedidos apenas após as empresas investirem e comprovarem que estão efetivamente produzindo. Para cada real investido o governo recebe de volta R$ 1,45 de impostos.

Tecnologia
Questionado sobre o porquê dos incentivos, Freitas explicou que eles são importantes por causa da distância do centro de consumo do País e ressaltou que, graças aos incentivos é possível oferecer uma alternativa econômica não predatória (o modelo ZFM) e contribuir com a preservação da floresta nativa do Amazonas. “Sem os incentivos, as empresas dificilmente permaneceriam aqui e é provável que, por buscar outras alternativas de geração de renda, como o agronegócio, a cobertura vegetal da Amazônia seria seriamente impactada. Existem estudos que comprovam a contribuição da ZFM para a preservação de mais de 90% da floresta”, observou.

O professor Duddy se disse fascinado quando Freitas ressaltou que as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) não podem usar tecnologia obsoleta e algumas delas são benchmark mundial em competitividade.

O palestrante destacou ainda algumas contrapartidas das indústrias locais, como a geração de empregos e o reinvestimento de parte dos lucros na região. “Um dos melhores exemplos é a Universidade Estadual do Amazonas (UEA), totalmente financiada pelas empresas do PIM e que oferta hoje 43 cursos de graduação para 22.562 estudantes”, salientou Renato Freitas.

A última pergunta, de um estudante japonês, foi se uma empresa estrangeira precisa ter sócio brasileiro para ingressar na ZFM. “Não. Mas é necessário que o diretor seja residente em Manaus”, detalhou.

Visita
Além da palestra na SUFRAMA, o grupo agendou uma visita a uma das maiores empresas norte-americanas do PIM, a Harley-Davidson. Os estudantes que estiveram em Manaus já haviam passado por São Paulo e devem encerrar a visita ao Brasil pelo Rio de Janeiro. Entre as empresas brasileiras inclusas na programação de viagem estão Embraer, Itaú, Rede Globo e BR Foods.

registrado em: , , , ,