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Argentina busca estreitar relações com o PIM

Reunião na SUFRAMA contou com a presença da chefe da seção de Promoção Comercial, Turismo e Investimentos da Embaixada da Argentina no Brasil e do conselheiro da embaixada.
por Márcio Gallo publicado: 26/07/2012 00h00 última modificação: 18/03/2016 10h15

Com o objetivo de estreitar as relações bilaterais entre o modelo Zona Franca de Manaus e a Argentina, o superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, realizou reunião esta semana, na sede da autarquia, com a chefe da seção de Promoção Comercial, Turismo e Investimentos da Embaixada da Argentina no Brasil, Ana de La Paz Tito, e com o conselheiro da embaixada, Paulo Antônio Zappia. Durante o encontro, que contou ainda com a presença de coordenadores e técnicos de diversos setores da SUFRAMA, Nogueira apresentou aos representantes argentinos a estrutura do Polo Industrial de Manaus (PIM), com destaque para a logística de distribuição de produtos e de importação de insumos na região.

Thomaz Nogueira afirmou também que a relação entre o PIM e o mercado argentino sempre foi positiva, o que se comprova pelo fato de a Argentina ser o principal destino das exportações do polo. Somente no mês de junho, o país vizinho comprou mais de US$ 106 milhões em produtos fabricados na ZFM. O superintendente lembrou ainda que os primórdios do modelo Zona Franca de Manaus foram baseados em importações e a Argentina sempre contribuiu com produtos de boa qualidade, principalmente alimentos. “Já tivemos muitos produtos importados à disposição do público local. Podemos voltar a ter isso com produtos oriundos da Argentina, ainda mais se representar uma redução do custo de vida local”, comentou.

O conselheiro Paulo Zappia concordou com o superintendente e disse que a iniciativa de se buscar uma relação mais forte com a SUFRAMA vem como forma de complementar o mercado argentino, que pode suprir as necessidades de determinados insumos específicos para o PIM, além de absorver a produção do parque fabril de Manaus. “Podemos aproveitar da melhor forma a produção da Zona Franca de Manaus porque complementa a nossa, não compete com a produção argentina”, ressaltou. A distância para os grandes mercados consumidores também foi alvo de observações dos conselheiros, que disseram que o PIM é visto com respeito pelos mercados vizinhos justamente por conseguir se sobressair apesar das dificuldades logísticas.

A chefe da seção de Promoção Comercial, Turismo e Investimentos da Embaixada da Argentina no Brasil, Ana de La Paz Tito, disse que o aprimoramento das relações bilaterais pode resultar futuramente na organização de uma missão empresarial argentina para visitar o PIM. “Queremos fazer com que os empresários argentinos conheçam ainda mais o modelo Zona Franca de Manaus e vislumbramos a possibilidade de realizar uma missão comercial ainda este ano. Os produtos do Polo Industrial de Manaus são reconhecidos como de alta qualidade e têm garantia, e isso nos faz querer comprar primeiro do mercado regional para depois buscar os mercados de fora”, afirmou.

Balança comercial
Motocicletas, aparelhos de barbear e canetas esferográficas, entre outros, estão entre os produtos do PIM que mais despertam o interesse do mercado argentino. Em 2011, foram mais de US$ 274 milhões exportados para aquele país. Os argentinos, em contrapartida, fornecem insumos variados para o Estado, sendo os produtos alimentícios o grande mote de importação amazonense, que alcançou US$ 30 milhões no ano passado.