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Bioindústria abre nova fronteira de desenvolvimento na Amazônia

O tema faz parte das discussões do seminário “Pesquisa, desenvolvimento e formação pós-graduada na Amazônia: as iniciativas relevantes e em estruturação”, da quarta edição da Feira Internacional da Amazônia, realizada em Manaus até o próximo sábado, dia 13.
publicado: 12/09/2008 00h00 última modificação: 19/07/2016 15h37

O investimento em educação, com ênfase principalmente na pesquisa e no desenvolvimento de novas tecnologias, é apontado por especialistas como item primordial para a estruturação da bioindústria como alternativa de desenvolvimento econômico sustentável da Amazônia. O tema faz parte das discussões do seminário “Pesquisa, desenvolvimento e formação pós-graduada na Amazônia: as iniciativas relevantes e em estruturação”, da quarta edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2008), realizada em Manaus até o próximo sábado, dia 13.

A principal iniciativa para o desenvolvimento desse segmento na Amazônia, segundo o coordenador do Programa de Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Spartaco Astolli Filho, é a formação de recursos humanos capazes de atuar de forma responsável na região. “Sem gente qualificada, não há desenvolvimento sustentado”, frisou o professor, pós-doutor em genética.

Uma das iniciativas multi-institucinais que tem dado certo, inicialmente estimulada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), é o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec), criado em 2002 e que reúne hoje diferentes instituições focadas na formação pós-graduada na região. Fazem parte do Programa o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT-AM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) e Ufam.

Capital intelectual
Até hoje, o Programa formou 47 doutores e 20 mestres. Além disso, conta com 127 alunos, entre mestrandos e doutorandos, segundo informou o coordenador. “Muito se fala em desenvolver a Amazônia, mas para isso é fundamental que se eduque os agentes locais para serem atores principais nesse contexto, líderes do processo de desenvolvimento, futuros empreendedores”, acrescentou Spartaco Filho.

As pesquisas desenvolvidas pelos mestrandos e doutorandos do Programa têm atraído a atenção de indústrias locais, que estão em processo de negociação, e têm contribuído para a geração de empreendedores.

Ao fazer uso da biodiversidade amazônica, o objetivo é que este setor gere emprego e renda, melhorando a situação social e econômica da população. Tendo como matéria-prima óleos e extratos de plantas, de animais e microorganismos, assim como todo o conjunto de biomatérias em geral, o que se espera da bioindústria é que ela seja uma nova fronteira de desenvolvimento da região.