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Câmara Portuguesa visa incrementar negócios entre Portugal e Zona Franca

Assunto foi discutido na sede da Associação Comercial do Amazonas.
publicado: 22/04/2008 00h00 última modificação: 25/07/2016 11h26

O Presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil Antônio Bacellar Carrelhas, esteve reunido com empresários do comércio e da indústria do Amazonas na sede da ACA (Associação Comercial do Amazonas ) na terça-feira.

O evento foi organizado pelo presidente da ACA e cônsul de Portugal no Amazonas, José Azevedo e pela superintendente da Suframa, Flavia Grosso, com o objetivo de divulgar as ações da Câmara Portuguesa de Comércio visando incrementar os negócios entre Portugal e a ZFM (Zona Franca de Manaus).

Estiveram presentes no evento os Diretores da ACA, da CDL-Manaus, do Centro das Indústrias do Amazonas (Cieam), da Federação das Indústrias do Estado (Fieam) e também, empresários, filhos de portugueses que residem em Manaus.

Um estudo feito há três anos pelo ICEP-SP (Instituto das Empresas para Mercado Externo) revelou, através de uma pesquisa feita em aproximadamente 600 empresas portuguesas no Brasil, que até 2005, elas geravam cerca de 110 mil empregos diretos.

Segundo Antônio Carrelhas caso Manaus vire sede de uma Câmara Portuguesa do Comércio, também poderá gerar um número significativo de empregos diretos.

Empresas consultadas
Com relação à distribuição por setor de atividade econômica, 9% das empresas consultadas na pesquisa ocupavam agricultura e pesca, enquanto o setor indústria e construção representavam 21% e o setor comércio e serviços lideravam, com 69% do número total dos pesquisados.

Na reunião, Antonio Carrelhas explicou que a Câmara é importante para as pequenas e grandes empresas e, seria muito bom que no Amazonas fosse implantada uma Câmara Portuguesa de Comércio.

“Existem 11 Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, seria muito bom se em Manaus, também fosse implantada uma, pois uma grande degradação no centro e no porto da cidade. Manaus é uma cidade que passa por grandes desenvolvimentos, estive aqui há trinta anos e estou surpreso com tanta novidade”, disse Antônio Carrelhas.

Também, através da pesquisa, foi possível identificar que o Estado de São Paulo registrava o maior número de empresas subsidiarias portuguesas, com 29,6% do total.

Os estados do Nordeste, particularmente o Ceará, que ocupa o segundo lugar, à frente do Rio de Janeiro, representava a parte mais significativa do conjunto, com 43,2% do total.

Distribuição regional
Detalhando um pouco mais a distribuição regional das empresas com capital português, verificou-se que o Estado de São Paulo liderava, tendo recebido 173 empresas (29,6%), seguido pelo Ceará, com 121 empresas (20,7%), Rio de Janeiro (12,7%), Rio Grande do Norte (9,1%) e pelo Estado da Bahia (7,2%).

Com uma porcentagem inferior a 5%, posicionavam-se outros 12 estados da União, sendo o primeiro deles o do Rio Grande do Sul, com 24 empresas (7,2%).

Dos 27 estados que compõem a União (Incluindo Distrito Federal), somente em sete estados, não tinham registros de empresas com investimento português, Acre, Amazonas, Rondônia, Amapá, Mato Grosso, Roraima e Tocantins, ainda que se disponha de dados que indicam encontrarem-se filiais de empresas com capital português presente em algum desses estados, mas cujas sedes se localizam em outro.

Esta coluna é uma publicação diária e elaborada pela CDL-Manaus
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