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CAS analisa pauta de US$ 919,2 milhões

A reunião será presidida pela superintendente da autarquia, Flávia Grosso, e contará com a presença do governador do Amapá, Waldez Góez.
publicado: 18/06/2008 00h00 última modificação: 22/07/2016 10h11

A 233ª reunião do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (CAS), a ser realizada a partir das 15 horas desta quinta-feira (19), no Teatro das Bacabeiras (rua Cândido Mendes, s/nº, Perpétuo Socorro), em Macapá (Amapá), analisa pauta com 37 projetos industriais e de serviços, que somam investimento total da ordem de US$ 919,2 milhões e US$ 70 milhões em investimento fixo, com expectativa de geração de 839 novos empregos diretos no Pólo Industrial de Manaus (PIM) e de exportações da ordem de US$ 23 milhões a partir do primeiro ano de implantação. A reunião será presidida pela superintendente da autarquia, Flávia Grosso, e contará com a presença do governador do Amapá, Waldez Góez.

Em sua maioria, os projetos são voltados para os setores de eletroeletrônicos, informática e duas rodas. Dentre os de implantação, estão os apresentados pelas empresas Saizo Indústria de Eletroeletrônicos e Hitec Componentes da Amazônia, para produção de placas de circuito impresso (exceto de uso em informática), Home Networks e Electra, para fabricação de receptores de sinal de TV, e Kom Amazon, para produção de aparelhos de ar condicionado tipo split e convencional.

Destacam-se ainda projetos para aproveitamento da biodiversidade local, como os da empresa Amazonbio (que pretende se instalar em Manaus para produzir água de colônia, creme nutritivo para a pele e óleos aromáticos para banho), Batisti & Batisti, de Porto Velho – Rondônia (para beneficamento de madeira), e Indústria e Comércio Fernandes, do município de Itacoatiara, no Amazonas (para beneficiamento de café). Também há projetos de prestação de serviços para armazenagem e movimentação de cargas, incineração de resíduos e de manutenção e instalação de aparelhos de ar-condicionado.

Já os principais projetos de diversificação, ampliação e atualização são os de produção de microcomputadores portáteis e UCPs de pequeno porte (Elgin, GBR Componentes da Amazônia e Digibras), componentes de informática (PST e Masa), computador de bordo e controlador eletrônico utilizados em automóveis (Continental), TVs com tela de cristal líquido (Philips), receptor de sinal de TV (Semp Toshiba), gravador/reprodutor de áudio/vídeo no formato MP4 com tela de cristal líquido (LM Componentes), secador de cabelos profissional (Brasitech), motocicletas (Dafra e Moto Traxx), e componentes para o setor de duas e quatro rodas (Daido e Reflect).

Inclusão do Amapá no CAS aguarda votação do plenário da Câmara
O Projeto de Lei Complementar (PLP) n.º 375, de 16 de agosto de 2006, que propõe a inclusão de assento do Governo do Amapá e da prefeitura da sua capital, Macapá, no CAS tramita em regime de prioridade na Câmara dos Deputados e aguarda apenas a votação do plenário. O PLP, de autoria do Poder Executivo, já foi aprovado, sem qualquer emenda, em todas as comissões pelas quais passou anteriormente: Trabalho, Administração e Serviço Público; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Além de incluir representantes dos governos estadual e municipal do Amapá, a proposta prevê que o CAS será presidido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o que já funciona na prática. A Lei Complementar n.º 68, de 13 de junho de 1991, que dispõe sobre a composição do Conselho, determina que a presidência fique a cargo da extinta Secretaria de Desenvolvimento Regional da Presidência da República.

Após ser aprovado no plenário da Câmara, o PLP será apreciado ainda pelo Senado Federal para, então, ser sancionado pelo presidente da República. Segundo a superintendente da SUFRAMA, Flávia Grosso, a inclusão dos representantes do Amapá no CAS corrobora com a política da autarquia de tornar mais efetiva a participação dos Estados de sua área de atuação nas discussões sobre projetos de desenvolvimento para a região.