Você está aqui: Página Inicial > Notícias > CAS aprova mais de US$ 1 bilhão em novos investimentos para o PIM

Notícias

CAS aprova mais de US$ 1 bilhão em novos investimentos para o PIM

Foram analisados e aprovados 51 projetos industriais e de serviços, sendo 17 de implantação e 34 de ampliação, atualização ou diversificação.
por Diego Queiroz publicado: 17/10/2013 17h32 última modificação: 17/02/2016 15h25

Cinquenta e um projetos industriais e de serviços, sendo 17 de implantação e 34 de ampliação, atualização ou diversificação, foram aprovados na 264ª reunião ordinária do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (CAS), realizada na manhã desta quinta-feira (17), no auditório da SUFRAMA, em Manaus (AM). A pauta de projetos aprovados soma investimentos totais de US$ 1.086 bilhão e prevê a geração de 1.147 postos de trabalho no Polo Industrial de Manaus (PIM) no decorrer dos próximos três anos.

A reunião foi presidida pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer, e contou ainda com a participação do superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, do vice-governador do Estado de Roraima, Francisco Rodrigues, do vice-governador do Estado do Acre, César Messias, e do prefeito de Porto Velho (RO), Mauro Nazi, entre outros conselheiros.

Um dos principais destaques da pauta foram os projetos da empresa Digibrás, do grupo Lenovo, visando à ampliação da fabricação de tablets e televisores com tela de cristal líquido, com investimento total, nas duas proposições, de aproximadamente US$ 250 milhões e geração de 230 postos de trabalho. Outro destaque foi o projeto de implantação da Amazonjuta Têxtil, para produção de tecidos de fibra de juta a partir de insumos exclusivamente regionais, com investimento total de aproximadamente US$ 1,5 milhão e geração de mais de 300 empregos.

A fabricação de lâmpadas a LED baseada em técnica digital – um novo segmento que se inicia no PIM – foi alvo de proposições de três empresas nesta reunião: AV Global, Mastercoin da Amazônia e Digibrás. Somados, esses três projetos poderão viabilizar investimentos totais de US$ 21.8 milhões e a geração de 61 postos de trabalho ao longo dos próximos anos nesse novo segmento do polo.

De acordo com Ricardo Schaefer, o governo federal tem buscado trabalhar os desafios envolvendo o modelo Zona Franca de Manaus tanto em curto quanto em longo prazo, pois além de fortalecer a base já instalada, a preocupação é projetar o futuro do modelo a partir de propostas baseadas nas vocações e no potencial do PIM e da região, conciliando-as, ainda, às diretrizes do Plano Brasil Maior. “O governo federal vê a ZFM com bons olhos, como um modelo que está avançando. Na reunião de hoje temos alguns projetos que apontam esse futuro, como a questão das lâmpadas LED, do OLED e até mesmo a ampla produção de tablets. Alguns setores precisam ser reforçados, mas, no geral, a ZFM é um projeto que tem tido uma diversificação bastante positiva em suas atividades”, afirmou Schaefer.

CBA
Ainda segundo o secretário-executivo do MDIC, o futuro do modelo passa pelo Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), uma vez que a bioindústria é uma vocação natural da região com grande capacidade de geração de emprego e renda. Ele afirmou que as definições quanto ao modelo de gestão do CBA estão em andamento e que a intenção do governo federal continua sendo concluir o processo de institucionalização do Centro até o final do ano. “Pretendo estar aqui em meados de novembro para dialogar e ouvir dos representantes da região qual é a visão sobre a governança do CBA. Precisamos escutar muito da região qual é a governança necessária para que este projeto se torne uma realidade e consigamos abrir uma avenida de trabalho para que o tema da bioindústria se consolide”, reforçou.

Para o superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, uma série de assuntos muito relevantes foi compartilhada nesta reunião com a sociedade. Além da aprovação de 51 projetos que trazem ampliação e consolidação de investimentos no PIM, pontos sensíveis para o fortalecimento do modelo ZFM também foram abordados, como a questão de sua infraestrutura logística, a análise e aprovação de Processos Produtivos Básicos (PPBs) e ações de Interiorização do Desenvolvimento em toda a área de atuação da autarquia. “Todos esses assuntos foram devidamente levados ao conhecimento do secretário Ricardo Schaefer, que desde que assumiu esse posto tem sido extremamente objetivo e parceiro na análise das nossas demandas”, afirmou Nogueira.

Remuneração de servidores
Durante a 264ª reunião do CAS, também foram travadas discussões quanto à necessidade de reestruturar e alinhar o plano de cargos e salários dos servidores da SUFRAMA. O Sindicato dos servidores da autarquia (Sindframa) chegou a fazer uma apresentação sobre a situação da remuneração atual dos funcionários e exibiu a base da proposta de reajuste salarial que será encaminhada para análise do governo federal. De acordo com a apresentação feita, os servidores da SUFRAMA - que recebem atualmente salários iniciais de R$ 4,2 mil para nível superior e R$ 2,4 mil para nível intermediário - têm hoje uma das remunerações mais baixas de todo o Executivo Federal. “Estamos atentos e iremos trabalhar com afinco na análise do pleito que foi feito para equacionar as questões colocadas pelos servidores”, disse Schaefer. “É absolutamente fundamental a melhoria da remuneração dos servidores. Nossas ações foram planejadas para enxugar a estrutura de cargos, realinhar a remuneração e realizar o concurso público, para que possamos ter uma valorização qualitativa, justa e permanente do trabalho dos servidores”, afirmou Thomaz Nogueira.

A manifestação dos servidores da SUFRAMA recebeu apoio de diversos conselheiros do CAS, dentre os quais o conselheiro representante das classes trabalhadoras, Ricardo Miranda, e o conselheiro representante das classes produtoras, Antonio Silva, que afirmaram em seus pronunciamentos que as reivindicações são justas e serão essenciais para a melhoria dos serviços prestados pela SUFRAMA. “Um concurso se aproxima e a SUFRAMA precisa garantir bons quadros. Que engenheiro, que estuda quatro anos para se formar, vai querer ganhar R$ 4 mil se pode tirar o dobro na iniciativa privada?”, comentou Miranda.

registrado em: , , , ,