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Celulares e bicicletas são temas de discussões pelo GTPPB

As reuniões tiveram a participação de representantes das empresas interessadas e associações de classe, e tiveram por objetivo discutir propostas para incentivar os dois segmentos da indústria brasileira.
por Márcio Gallo publicado: 17/06/2013 10h51 última modificação: 01/03/2016 10h00

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) participou, em Brasília, de reuniões realizadas na última semana para tratar sobre dois produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM): aparelhos celulares e bicicletas. Promovidas pelo Grupo Técnico de Análise do Processo Produtivo Básico (GTPPB), composto por representantes da SUFRAMA, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), as reuniões tiveram a participação de representantes das empresas interessadas e associações de classe, e tiveram por objetivo discutir propostas para incentivar os dois segmentos da indústria brasileira. A SUFRAMA foi representada pelo coordenador-geral de Acompanhamento de Projetos Industriais (CGAPI), José Jorge do Nascimento Júnior.

A discussão que tratou sobre bicicletas foi proposta pela Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Segundo os empresários, diante da mudança do perfil do consumidor, que começa a exigir produtos com design mais moderno, de maior qualidade e performance, é necessário atualizar o PPB atual.

A alegação das empresas é de que componentes, até então considerados de uso exclusivo de bicicletas de alta performance, se tornaram de uso comum, como suspensões, guidões em materiais especiais e rodas, entre outros. A adaptação da tecnologia e da qualidade dos quadros utilizados são fundamentais para as indústrias do setor, bem como o uso de materiais especiais (como o alumínio e fibra de carbono) na fabricação de quadros é cada vez mais exigido pelo mercado consumidor. Assim, segundo as empresas, as estratégias de manufatura precisam ser revistas, buscando a viabilidade da fabricação de produtos de maior valor agregado.

Celulares
A segunda reunião abordou a indústria de eletroeletrônicos, mais especificamente o setor de telefonia celular. Com a participação dos representantes do GTPPB, de empresas do segmento e da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o encontro buscou discutir o mercado de aparelhos celulares nacionais. Questões logísticas, possíveis alterações no PPB, ações do governo junto às operadoras de telefonia e medidas que busquem tornar o aparelho produzido no País mais competitivo frente aos importados foram alguns dos pontos tratados na reunião.

“As discussões, na verdade, ainda estão em fase inicial. Novas reuniões serão realizadas para tratar das propostas que devem surgir a partir do que foi exposto nestes encontros. O que for decidido deve trazer benefícios para todas as partes envolvidas e com certeza vai contemplar de forma positiva a indústria nacional”, destacou o coordenador-geral da CGAPI, José Jorge do Nascimento Júnior.

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