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Combate ao suborno é tema de palestra na SUFRAMA

Evento ocorreu no auditório da autarquia e foi acompanhado por servidores da SUFRAMA, consultores e representantes de empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.
por Márcio Gallo publicado: 12/12/2018 15h57 última modificação: 12/12/2018 18h04

Como forma de evidenciar as boas práticas que instituições e empresas públicas e privadas podem adotar para mitigar riscos de desvios de gestão, atendendo, assim os requisitos normativos e legais, foi realizada nesta terça-feira (11), no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), a palestra “Sistemas de Gestão Antissuborno”, proferida pelo especialista em Gerenciamento de Riscos e Projetos, Jefferson Guimarães. O evento foi acompanhado por servidores da SUFRAMA, consultores e representantes de empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Durante a apresentação, Guimarães enfatizou que o suborno, mesmo estando em muita evidência no Brasil, é um fenômeno mundial que causa crises sociais, morais, econômicas e políticas. Além de debilitar a governança, aumenta o risco dos negócios, eleva custos, interfere na operação dos mercados e destroi a confiança nas instituições. “Para combater este mal, os governos têm feito progresso por meios de suas leis e acordos internacionais, mas é preciso haver um comprometimento entre todos de uma organização para mitigar os riscos de corrupção”, explicou.

Guimarães relembrou o conceito de Compliance (termo que significa “estar em conformidade com”) e a importância de adotá-lo como forma de cumprir e observar rigorosamente a legislação vigente, garantindo, assim, a integridade dos procedimentos em todos os processos realizados. Para tanto, definir um sistema de gestão interno para estabelecer, monitorar e avaliar a conformidade e a eficácia das ações e controles é um passo fundamental para o gerenciamento de riscos de uma organização.

“A gente só consegue efetivamente resolver um problema identificando-o. É uma questão de maturidade. Existe risco de corrupção em empresas públicas e privadas e vemos isso como uma ameaça. Devemos trazer o assunto à tona, ouvir, entender a posição das pessoas e criar mecanismos para diminuir a possibilidade de isso acontecer”, ressaltou Guimarães ao comentar sobre a importância de se debater sobre o assunto.

O palestrante destacou, também, que a conformidade não deve ser vista como a única base da governança, uma vez que esta conta ainda com o senso de justiça, a transparência e a prestação de contas. “Todos são parte estratégica da governança corporativa, forma pela qual as organizações são dirigidas e realizam seus negócios, administrando os relacionamentos e conflitos. O objetivo é a sustentabilidade, pelo aumento do valor da corporação e dos ganhos das partes interessadas”, observou.

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