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Comitiva do Amazonas ‘vende’ Polo Naval no Rio de Janeiro

Promoção do segmento é feita durante a 10ª edição da Navalshore Marintec South America.
por Layana Rios publicado: 13/08/2013 17h27 última modificação: 19/02/2016 12h51

A comitiva amazonense presente na 10ª edição da Navalshore Marintec South America - Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore, deu início, nesta terça-feira (13), ao ciclo de palestras do Navalshore Auditorium, que vai até o dia 15 como parte da programação da feira. As apresentações foram feitas pelo secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas, Airton Claudino, secretário-executivo de Planejamento, Ronney Peixoto (que coordena o polo da indústria Naval na Seplan), e pelo vice-presidente do Instituto de Pesquisa em Transportes (Intra), José Teixeira.

Claudino apresentou uma síntese de dados sobre o Amazonas e dos incentivos fiscais concedidos pela Zona Franca de Manaus (ZFM), bem como os principais segmentos econômicos, parceiros comerciais e as potencialidades para a região. “O Polo Naval é um dos principais segmentos mapeados pela SUFRAMA como potencialidade de crescimento, portanto estamos trabalhando em sua consolidação, criando assim uma nova matriz de negócio para o Estado”, afirmou.

Ronney Peixoto apresentou o Complexo Naval, Mineral e Logístico do Amazonas. De acordo com o secretário-executivo da Seplan, atualmente o Polo Naval apresenta faturamento anual de R$ 800 milhões e, na geração de empregos, configura-se como o segundo maior polo naval do País, com oito mil postos de trabalho diretos e 24 mil indiretos. “Após 10 anos da implantação do novo Polo, estima-se um faturamento anual de R$ 15 bilhões e 30 mil novos empregos diretos. Nossa economia é praticamente voltada para o Polo Industrial de Manaus, no entanto, o PIB desse ano mostrou que comércio e serviço já superaram a indústria, o que significa que estamos buscando outras formas de crescimento”, afirmou.

Peixoto afirmou que a proposta é de fortalecer a indústria naval local, tornando o Amazonas uma espécie de hub de serviços e reparo, pouco existente no Brasil, além de atrair um estaleiro âncora, investir nos estaleiros de Defesa e ainda em Náutica e Navipeças. “Também busca-se aproveitar o potencial mineral do Amazonas como alternativa econômica e criar uma plataforma logística para melhorar a competitividade do Estado”, pontuou.

José Teixeira, do Intra, apresentou o estudo realizado para a criação de uma plataforma logística para o Amazonas, como alternativa para melhorar a competitividade do Estado. “A ideia é otimizar a infraestrutura já existente obtendo melhores resultados, com a redução de custos e aumento da produtividade”, afirmou.

Estande
Além do Navalshore Auditorium, a comitiva do Amazonas também está na feira com um estande, patrocinado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), que também conta com a participação da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas (Seplan), Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AM), Sindicato das Indústrias da Construção Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Secretaria de Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH), Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ciama) e Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), e de representantes de estaleiros do Estado.

No local, os visitantes podem obter informações sobre o Polo Naval, os incentivos fiscais federais e estaduais concedidos na região, além de fazer contato com os estaleiros para negócios.

Abertura
A 10ª edição da Navalshore Marintec South America - Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore, considerada o maior e mais importante evento da indústria naval e offshore da América Latina, começou nesta terça-feira 13, no centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro.

Durante a abertura, o diretor da UBM Brasil, Joris Van Wuk, multinacional responsável pela organização da feira, informou que a expectativa é de atrair um público de 17 mil pessoas durante os três dias de evento. “Dez anos depois, a Navalshore quebra recordes, com mais de 350 marcas expositoras e 11 pavilhões internacionais. Desejo a todos três dias com muitos contatos e muitos negócios”, afirmou.

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