Você está aqui: Página Inicial > Notícias > Criação de organismo certificador assegura qualidade de produção orgânica no Amazonas

Notícias

Criação de organismo certificador assegura qualidade de produção orgânica no Amazonas

Membros da Comissão de Produção Orgânica do Amazonas e agricultores familiares discutiram o estatuto do primeiro Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade.
por Márcio Gallo publicado: 09/12/2011 00h00 última modificação: 29/03/2016 17h38

Em evento realizado nesta sexta-feira no auditório Floriano Pacheco, na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), membros da Comissão de Produção Orgânica do Amazonas (CPOrg/AM) e agricultores familiares discutiram o estatuto do primeiro Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade – OPAC/TIPITI. Com o apoio da SUFRAMA e a participação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o encontro contou ainda com a participação de representantes da Embrapa, Inpa, Sepror, Sebrae e demais entidades do setor.

O objetivo do OPAC é avaliar, verificar, atestar e assumir responsabilidade de garantia pela avaliação da conformidade orgânica segundo os regulamentos e normas técnicas da produção orgânica brasileira.

Com isso, os produtores amazonenses, representados em sua maioria (cerca de 85 por cento) por agricultores familiares, poderão ter sua produção certificada e receber selos que agregam valor aos alimentos. O benefício ao consumidor final é ter garantida a origem e a qualidade do produto.

De acordo com a Coordenadora de Análise de Projetos de Desenvolvimento da SUFRAMA, Syglia Said, representante da autarquia na CPOrg/AM, a implantação do Organismo é fundamental. “O evento é importante por tratar-se da fundação do OPAC da Rede Tipiti, que é uma certificadora pública, tendo parceria do MAPA, MDA, dentre outras instituições, que além de garantir para o consumidor que o produto é orgânico, será também um mecanismo de aliar as ações dos diversos órgãos da sociedade civil e do Governo, com vistas ao crescimento do segmento orgânico do Estado do Amazonas”, comenta.

Segundo André Levy, coordenador da CPOrg/AM e fiscal federal agropecuário, a criação de uma rede de agricultores orgânicos gera expectativa de aumentar o número de produtores credenciados. “A gente quer organizar os grupos de agricultores que estão interessados em produzir organicamente, agregá-los a este trabalho da rede de agricultores e no futuro, depois de um trabalho de qualificação e organização, creditá-los como produtores orgânicos”, diz.

Valdenor Cardoso, engenheiro agrônomo da Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira do Amazonas (CEPLAC/AM), afirma que o valor de um produto orgânico é reconhecido mundialmente. “Nas várzeas do Amazonas, nós temos maciços enormes de cacau e o processo produtivo é de conformidade orgânica e atende a exigências da comunidade internacional. Isso fica comprovado de forma que duas associações, uma de Urucurituba e outra de Borba, já tiveram seus produtos certificados organicamente por certificadores internacionais. Resultado disso é a agregação de valor”, complementa.

Para garantir a qualidade orgânica existem alguns métodos. O mais comum é a certificação, reconhecida por todos e fornecida por uma instituição que avalia se os procedimentos estão de acordo com o exigido para se certificar. No Brasil, foram criados os Sistemas Participativos de Garantia, formados por entidades de agricultores e ONGs que montam uma rede e criam um OPAC, que age como um órgão certificador.