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Curso de Exportação é ministrado na SUFRAMA

Dicas e estratégias para a comercialização de produtos no mercado exterior foram transmitidas durante o evento.
por Enock Nascimento publicado: 24/02/2016 16h41 última modificação: 26/02/2016 09h31

Dicas e estratégias para a comercialização de produtos no mercado exterior foram transmitidas no Curso Básico de Exportação, realizado nesta quarta-feira (24), no auditório da SUFRAMA. O evento integra a programação referente ao 49º aniversário da autarquia.

A superintendente Rebecca Garcia destacou que a inclusão do curso entre as atividades de celebração se deve, também, ao planejamento de aumentar os números de exportação do Polo Industrial de Manaus (PIM). Para ela, a consolidação de uma cultura exportadora é uma forma do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) estar mais preparado e mais forte para enfrentar momentos como a atual crise econômica, que ocasionou a redução de consumo no mercado interno. “A ZFM foi criada para substituir importações e privilegiar o mercado nacional. Mas, a crise por que passamos não será a primeira nem a última que enfrentaremos. Por isso, temos que estar mais preparados e menos dependentes das vendas internas”, observou. A superintendente frisou também que quem viaja pelo exterior já se deparou com produtos anunciados como originários do Brasil e que, na verdade, eram feitos por outros países. “É hora da gente, e não os outros, ganhar dinheiro com o nome do Brasil”, ressaltou.

Curso
O curso, de responsabilidade do comitê gestor do Plano Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) no Amazonas, foi ministrado pelo analista de comércio exterior do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação (Deaex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Rafael Ramos Codeço.

Para um público superior a 250 pessoas, entre acadêmicos, empresários e representantes de empresas do PIM, Codeço detalhou a ‘trilha de internacionalização’. “São etapas sequenciais de ações para empresa comercializar seus produtos no mercado externo”, explicou. A trilha de internacionalização passa pelos estágios da sensibilização, da inteligência comercial, da adequação do produto, da promoção e da comercialização.

Na fase de sensibilização, explica Codeço, o interessado verifica que exportar não é demasiado complicado e define razões para buscar novos mercados, como conseguir preços mais rentáveis, evitar sazonalidades, reduzir capacidade ociosa e buscar aprendizado com outros mercados. “Daquele mercado ou país que você não foi concorrer, provavelmente vai vir alguém aqui para competir com você”, frisou o analista.

Na etapa de inteligência comercial, o futuro exportador identifica potenciais mercados para venda de produtos. Para isso, precisa perceber tendência e expectativas do consumidor, reconhecer a concorrência e enxergar oportunidades e ameaças. Também é necessário obter conhecimentos sobre países que possuem acordos comerciais com o Brasil, barreiras comerciais e alfandegárias. Um dos momentos mais importantes é conhecer aspectos culturais, hábitos e preferências do futuro cliente. “Uma empresa brasileira fabricante de suco de frutas estava com dificuldades para aumentar suas vendas no Japão. Após uma pesquisa, descobriu que a culpa era da foto na embalagem. Os japoneses viam a imagem da fruta cortada e associavam isso a algo de baixa qualidade”, contou Codeço.

Pós-venda
No estágio de adequação de produtos e processos, o exportador deve fazer uma avaliação rigorosa da qualidade do produto, considerando aspectos como desempenho (atende expectativas, funciona como esperado), durabilidade e complexidade de uso. Também é necessário atender às normas e exigências técnicas do país comprador e, possivelmente, fazer adaptações na embalagem e valorizar o design. “O pós-venda é essencial, pois você não vai querer vender apenas uma vez”, sublinhou.

Iniciativas para divulgar o produto, como participar de feiras, estão na promoção comercial. Já a comercialização é a fase da venda propriamente dita em que fatores como parceiros comerciais e logística devem ser observados. “Uma dica para quem quer começar a exportar é apostar em países mais próximos e com características de consumo parecidas com o Brasil”, disse o analista.

Para ajudar o exportador em todas essas fases, Codeço listou uma série de sites como: www.investexportbrasil.gov.br; www.aliceweb2.mdic.gov.br; www.trademap.org; ewww.capta.mdic.gov.br. “Esse curso é apenas o primeiro de uma série de atividades para promover a cultura exportadora na região”, frisou a coordenadora-geral de Comércio Exterior da SUFRAMA, Sandra Almeida.