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Debate sobre infraestrutura da BR-319 tem participação da SUFRAMA

Seminário “BR-319, um caminho para o futuro” tem o objetivo de discutir alternativas para a resolução do impasse que impede a recuperação total da estrada, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO)
por Márcio Gallo publicado: 17/10/2016 19h04 última modificação: 18/10/2016 11h38

Um evento voltado à discussão da infraestrutura da rodovia BR-319, que liga as cidades de Manaus (AM) e Porto Velho (RO), foi realizado nesta segunda-feira (17) no Studio 5 Centro de Convenções, localizado no Distrito Industrial de Manaus. Proposto e presidido pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), o seminário “BR-319, um caminho para o futuro” contou com a participação da titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Rebecca Garcia, representantes do governo do Amazonas, parlamentares estaduais, Exército e indústria, entre outros.

O objetivo do seminário foi debater sobre as ações que podem levar à resolução do impasse que há anos vem comprometendo a trafegabilidade da rodovia BR-319 em sua totalidade. Atualmente, segundo informou a senadora Vanessa Grazziotin, dos 877 quilômetros de estrada, cerca de 400 km encontram-se com a pavimentação bastante deteriorada, o que impede o tráfego seguro de veículos. A preocupação ambiental, reiterou Vanessa, tem sido o maior entrave para a recuperação da via.

A superintendente da SUFRAMA, Rebecca Garcia, afirmou que durante todos os anos de discussão sobre o tema foram criadas condições para que a rodovia seja transformada em uma estrada parque, e isso é fundamental porque pode agregar ainda mais valor aos produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM). “Isso ‘vende’ os nossos produtos por estarmos em um Estado ambientalmente preservado, onde não há desdobramentos que levem ao desmatamento. Além disso, teremos um ganho significativo para a integração do nosso Estado ao restante do País. E o empresário pode e merece ter a alternativa de levar seus produtos pelas hidrovias ou pela rodovia. Afinal, temos condições sazonais. Quando o rio está mais seco, há uma demora maior para escoar o produto pelas hidrovias e podemos conseguir maior celeridade pela rodovia”, destacou a superintendente.

Rebecca fez questão de ressaltar os benefícios que a restauração total da BR-319 pode trazer à cadeia logística da região. “Manaus poderá, por exemplo, tornar-se um centro de distribuição logística no Norte do País, o que permitirá a redução do tempo de transporte de produtos e insumos para outros Estados e até mesmo para países vizinhos. Sem contar que essa rota possibilitará que tenhamos saída para o Pacífico”, frisou.

A senadora Vanessa Grazziotin afirmou entender a preocupação dos órgãos de controle e de preservação ambiental com a utilização da via, mas disse que a “recuperação da BR-319 não levará ao aumento do desmatamento na região, e sim trará o desenvolvimento que precisamos.”

Outros depoimentos no mesmo sentido foram dados por deputados estaduais do Amazonas e pelo engenheiro Orlando Holanda, que integrou a equipe de desenvolvimento do projeto e foi diretor do antigo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER-AM). “Temos o direito de ir e vir, de integrar o nosso Estado aos demais do País”, disse Holanda.

Painel

Além da presença da superintendente Rebecca Garcia na cerimônia de abertura, a SUFRAMA participou do evento com uma palestra sobre a Viabilidade Econômica da BR-319. A apresentação ficou a cargo da coordenadora geral de Estudos Econômicos e Empresariais da autarquia, Ana Maria Souza, que reiterou que “não há como se falar em incrementar as exportações da Zona Franca de Manaus sem um conjunto de infraestrutura capaz de contemplar isso. E nos referimos à infraestrutura rodoviária, hidroviária, portuária e aeroportuária. É preciso lembrar que a ZFM só deu certo porque, quando foi implementada, o governo federal entendeu a importância do projeto e deu estrutura e condições para que o modelo se estabelecesse plenamente”.