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Desafios e oportunidades da ZFM até 2073 são discutidos em seminário

Promovido pela Associação Panamazônia, evento ocorreu na sede da Fieam.
por Diego Queiroz publicado: 28/04/2015 15h13 última modificação: 02/02/2016 16h43

O superintendente da Zona Franca de Manaus, em exercício, Gustavo Igrejas, representou nesta terça-feira (28) a SUFRAMA e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) no seminário “Zona Franca de Manaus 2073 – Desafios e Oportunidades”, promovido pela Associação Panamazônia, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Participante da mesa “O papel do setor público para o fortalecimento da ZFM até 2073” – composta também pelo superintendente do Desenvolvimento da Amazônia, Djalma Mello, e pelo representante da Secretaria de Estado de Planejamento e Ciências e Tecnologia do Amazonas (Seplanct), Farid Mendonça – o superintendente da SUFRAMA apresentou palestra focando desafios do Polo Industrial de Manaus (PIM) e da Zona Franca de Manaus para as próximas décadas, enfatizando, principalmente, a imprescindibilidade do desenvolvimento de tecnologias e de produtos pela indústria local e a superação de deficiências na infraestrutura logística da região.

De acordo com Igrejas, o desenvolvimento de produtos é uma área em que a ZFM não conseguiu evoluir em seus 48 anos de história e que se mostra fundamental, quando analisados os cenários até 2073, visando à sustentabilidade da indústria regional. “Ao longo da história, o PIM conseguiu evoluir bastante na agregação de valor em seu processo produtivo, e hoje está bastante consolidado ao ponto de ser referência em alguns segmentos. No entanto, com quase cinco décadas, temos uma indústria que ainda importa tecnologias. Isso deve mudar”, avaliou Igrejas. “Queremos ter uma indústria mais forte e, na nossa visão, não é possível planejar mais 59 anos de ZFM sem focarmos diretamente no desenvolvimento de produtos. Queremos chegar daqui a cinco, seis décadas e olhar para trás e ver um modelo que é sustentável, e essa sustentabilidade na indústria só virá quando desenvolvermos produtos e tecnologias aqui”, complementou.

Infraestrutura
Outro desafio abordado pelo superintendente diz respeito à infraestrutura logística da região. Segundo Igrejas, as deficiências logísticas prejudicam toda a indústria nacional, mas os efeitos negativos sentidos por Manaus são maiores, dada a distância da capital amazonense dos principais centros consumidores e, consequentemente, as dificuldades para a chegada de insumos e transporte de produtos manufaturados. “Precisamos de melhorias e investimentos diretos não apenas na infraestrutura de portos, aeroportos e rodovias, mas também na modernização de sistemas e redução de burocracia. Esse é outro gargalo que precisa ser sensivelmente trabalhado e aprimorado para que possamos ter um futuro mais otimista”.

Por fim, o superintendente da SUFRAMA afirmou que existem diversos outros desafios a serem superados, mas que os dois tópicos ressaltados no seminário são prioritários e devem ser solucionados de forma eficaz. “Este é um processo de médio e longo prazo, não vai ocorrer de um dia para o outro, mas que deve ser iniciado o mais breve possível. É importantíssimo para nós, enquanto governo, tanto a nível federal quanto estadual e municipal, desenvolver mecanismos que fomentem fortemente o desenvolvimento de produtos e melhorias em nossa logística. Existe uma série de outras discussões que podem ser feitas, mas não tem como se falar em um futuro mais positivo para a ZFM sem fomentar o desenvolvimento de produtos e resolver a logística. Temos que começar hoje para colher frutos daqui a 15, 20 anos”, reforçou.

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