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Embaixador de Bangladesh discute negócios bilaterais com o modelo ZFM

Debate envolveu a possibilidade de exportar pescado para o Amazonas e a instalação em Manaus de uma indústria têxtil.
por Enock Nascimento publicado: 07/06/2016 16h08 última modificação: 08/06/2016 15h45

Em visita oficial à SUFRAMA, nesta terça-feira (7), o embaixador extraordinário e plenipotenciário de Bangladesh no Brasil, Mohamed Mijarul Quayes, conheceu o funcionamento do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e discutiu com a superintendente Rebecca Garcia a possibilidade do incremento comercial bilateral com a exportação de pescado para o Amazonas e a instalação em Manaus de uma indústria têxtil.

Quayes destacou que seu país é o segundo maior produtor de roupas prontas no mundo e abordou a possibilidade da realização de investimentos no segmento têxtil do Polo Industrial de Manaus (PIM). “Uma possibilidade de comércio entre dois países também é a venda de peixes de Bangladesh para o Amazonas. Somos o quarto maior produtor de peixe de área aberta do mundo”, observou.

Após ouvir palestra sobre o modelo ZFM, o embaixador também fez perguntas sobre logística, em especial o transporte de insumos e produtos via Pacífico. Ao saber da implementação do uso de rotas alternativas no Equador e no Peru, o diplomata questionou sobre o pagamento de impostos no trajeto, o que encareceria os produtos manufaturados na ZFM. Os técnicos da SUFRAMA explicaram que o Brasil é signatário de acordos internacionais de comércio pelos quais os tributos são cobrados apenas nos países de origem e destino da mercadoria. Ou seja, não há cobrança de impostos nos países intermediários. Ele também fez indagações sobre os incentivos fiscais com ênfase nas vantagens de se estabelecer uma empresa em Manaus em relação a outros locais do Brasil.

A superintendente da SUFRAMA, Rebecca Garcia, falou ao embaixador sobre os resultados do faturamento das empresas incentivadas do Polo Industrial de Manaus e buscou comentar principalmente o incremento das exportações, destacando que o PIM sempre se concentrou no mercado nacional, mas que, agora, está se voltando para o comércio internacional. "Qualquer possibilidade de integração comercial e produtiva com outro país é sempre positiva e estamos à disposição para seguir discutindo e negociando parcerias", disse Rebecca.

Negócios
Em 2015, o Amazonas importou mais de US$ 3.3 milhões de Bangladesh. Os produtos mais comprados foram juta, fios de juta e tecidos e mantas de fios de filamento sintético, além de camisetas de malha e algodão. Já o Estado exportou para Bangladesh, no ano passado, mais de US$ 777 mil. Os produtos mais vendidos foram resíduos de ferro ou aço.

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