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Empreendedorismo é estimulado durante a FIAM 2008

Tema foi debatido durante seminário realizado no Centro de Biotecnologia da Amazônia.
publicado: 10/09/2008 00h00 última modificação: 19/07/2016 17h48

A combinação de um bom produto, com viabilidade econômica, base técnico-científica e a marca Amazônia é uma das principais condições para que empreendedores da região tenham sucesso em seus negócios.  

Essa foi uma das principais conclusões da exposição do doutor em Engenharia de Produção, Marcelo Nakagawa, durante o Seminário "Biotecnologia e Bioindústria na Amazônia: a agenda relevante para a região", que integra a programação da quarta Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2008), que começou ontem (10) e vai até o dia 13 de setembro.

Com o auditório do Centro de Biotecnologia da Amazônia lotado, local onde acontece o seminário até amanhã (12), Nakagawa, que é integrante do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo (USP), propôs uma série de reflexões sobre empreendedorismo, com objetivo de estimular a abertura de novos negócios.

"A primeira reflexão que propus foi de que todo problema é uma oportunidade de negócio. Quanto maior o problema, maior a oportunidade de negócio. O empreendedor precisa entender que ele resolve problemas. 

O cuidado que é preciso ter é com o fato de que o empreendedor de base tecnológica muitas vezes se foca na tecnologia e não presta muita atenção em qual o problema que ele resolve", explicou, acrescentando:  
"Se você resolve um problema novo, você cria uma inovação. Se você consegue resolver de forma diferenciada e melhor um problema que já havia sido resolvido, você também está inovando".

Nakagawa destacou ainda o caráter de realização pessoal que o novo negócio deve ter. "É preciso criar um negócio que tenha significado para você como empreendedor, algo que você tenha orgulho de criar, crescer e expandir. Mas você só faz isso se conseguir melhorar a qualidade de vida das pessoas. Isso serve para empresa de alta tecnologia ou para um negócio mais simples. Se você pensar só em ganhar dinheiro, vai se tornar mesquinho e seu negócio será mesquinho também", disse.
O conhecimento do mercado em que vai atuara também é fundamental para o sucesso de um empreendimento, afirmou Nakagawa. "Dou o exemplo da pessoa que trabalha com um negócio de ferrovia, quando na verdade ela está no setor de transportes. Se acha que está só no negócio de ferrovias ela pode ter uma visão muito míope", citou.

Outro ponto ressaltado pelo pesquisador foi a importância da identificação de fontes de financiamento para novos negócios.  

"Dinheiro tem, não é muito, mas está sobrando porque muitas pessoas desconhecem como ter acesso a essas fontes", alertou, indicando o caminho do sucesso: "È preciso mostrar um projeto que tenha mérito, e o mérito vai depender muito de quem avalia", disse.

Nesse percurso, Nakagawa mencionou os professores de empreendedorismo, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e núcleos de inovação tecnológica como grandes parceiros. "Mas é preciso buscar, consultar o material, não vai cair assim de mão beijada", avisou.

Para os empreendedores em potencial da região amazônica, as oportunidades de imprimir a marca "Amazônia" e firmar parcerias com outros Estados ou Países não devem ser desperdiçadas. "Uma empresa baseada na Amazônia hoje tem uma marca global. E fazer parceria, para vender tecnologia, também é necessário. Aproveita-se a capacidade tecnológica daqui e utiliza-se esses parceiros para vender essa tecnologia", concluiu.