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Empresa chinesa analisa viabilidade de instalação na Zona Franca

A companhia chinesa BYD, que conta com 180 mil empregados, espalhados em 15 unidades fabris pelo mundo, atua em três áreas principais: transportes, energias e eletrônicos de consumo.
por Diego Queiroz publicado: 07/08/2014 18h38 última modificação: 11/02/2016 18h44

O superintendente da SUFRAMA, em exercício, Gustavo Igrejas, e o coordenador-geral de Acompanhamento de Projetos Industriais da autarquia, José Jorge do Nascimento Júnior, participaram, na manhã desta quinta-feira (7), de uma reunião, na sede do Governo do Amazonas, com executivos da companhia chinesa BYD, em que foi discutida a potencial implantação de uma fábrica da empresa chinesa no Polo Industrial de Manaus (PIM). Também participaram da reunião o chefe do Escritório de Representação do Governo do Amazonas em São Paulo, Tseng Ling Yun, e os secretários de Estado do Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Airton Claudino, e da Fazenda, Afonso Lobo.

Com 180 mil empregados, espalhados em 15 unidades fabris pelo, a BYD atua em três áreas principais: transportes, energias e eletrônicos de consumo. Por conta disso, fabrica uma diversa gama de produtos, que inclui desde baterias até placas de circuito impresso e telas de cristal líquido, passando por painéis solares e veículos elétricos. A empresa já tem uma fábrica no Brasil, produzindo ônibus elétricos em Campinas (SP), e agora pretende expandir sua atuação e implantar uma segunda unidade em território brasileiro para produção de células de bateria para telefones celulares. O investimento anunciado nessa segunda unidade é de US$ 400 milhões e a projeção é de que sejam gerados mais de mil empregos. Será o maior investimento da empresa fora da China.

De acordo com o presidente da BYD do Brasil, Tyler Lee, a empresa está concentrada no momento em elaborar estudos de viabilidade econômica a fim de definir o local para a implantação da fábrica. Ele não assegurou a vinda da companhia para o PIM, mas ressaltou a política de incentivos e vantagens comparativas do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e disse que outros produtos do mix da empresa poderão vir a ser fabricados futuramente na nova unidade. “Nosso trabalho está voltado a encontrar o local para definir a viabilidade econômica e elaborar o projeto. Como existem o PIM e os incentivos da Zona Franca, Manaus está dentro da nossa lista de decisão”, afirmou.

Relevância
Para o superintendente da SUFRAMA, em exercício, Gustavo Igrejas, a vinda da BYD para o PIM seria relevante, porque a maioria dos componentes produzidos pela companhia chinesa é amplamente utilizada nos bens finais fabricados em Manaus. “Seria muito importante para agregar maior valor à região, gerar investimentos e aumentar a mão de obra inerente a esses produtos. Se conseguíssemos trazer, por exemplo, a produção de placas de circuito impresso, de baterias e principalmente de telas de LCD touchscreen, isso elevaria drasticamente os níveis de regionalização na fabricação dos celulares do PIM. Além disso, a fabricação desses componentes localmente proporcionaria também uma absorção de tecnologia muito grande e o desenvolvimento de novos produtos”, disse Igrejas.

Os contatos entre SUFRAMA, Governo do Amazonas e BYD devem ter continuidade ainda no deste mês, quando a autarquia planeja a realização de uma missão oficial à China. Até lá, fica a expectativa de que o PIM seja analisado e visualizado pelos executivos da BYD como o local mais apropriado para receber o investimento. “Iremos à China no final de agosto e a BYD será uma das empresas que vamos visitar. A oportunidade é ímpar, pois, há muito tempo, a SUFRAMA busca um fabricante de componentes desse porte para a ZFM. Vale a pena todo o esforço para trazermos esse investimento para cá”, reforçou Igrejas.