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Empresários franceses buscam novos negócios durante FIAM 2008

O foco do empresariado europeu está nos setores de cosméticos, artesanato, móveis e alimentos.
publicado: 12/09/2008 00h00 última modificação: 19/07/2016 15h29

Uma comitiva formada por 22 empresários franceses de diferentes segmentos participa da quarta Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2008), que acontece até o dia 13 próximo, com o objetivo de prospectar negócios para aumentar as importações de produtos amazônicos. O foco do empresariado europeu está nos setores de cosméticos, artesanato, móveis e alimentos.

O grupo participou do seminário "A interação Amazônia-França: a cooperação técnico-científica, os empreendimentos econômicos possíveis e as possibilidades de governança das dinâmicas em curso", que integra a IV Jornada Internacional sobre Desenvolvimento Amazônico da FIAM 2008 e que tem como principal objetivo estreitar as relações comerciais entre a região e o país.

Segundo o presidente do Fórum Brasil-França, José Seixas Lourenço, a França é o portão de entrada da marca "Amazônia" na Europa, seja em termos de produtos da região, seja em relação aos serviços, como o ecoturismo. "Este é o único País europeu que faz fronteira com a Amazônia, através da Guiana Francesa, e tem interesse real por uma maior interação com o Brasil. Mas é necessário que se façam maiores investimentos em infra-estrutura, rede hoteleira e em transportes, por exemplo", explicou. A porta de entrada é o Estado do Amapá, onde a SUFRAMA mantém a Área de Livre Comércio (ALC) Macapá-Santana.

A necessidade da criação de uma marca da "Amazônia" foi destacada pelo presidente do Salão do Brasil, em Paris, José Luiz de Paula Junior. 

Segundo ele, o mundo espera comprar da Amazônia um estilo de vida regional, particular. "O foco não deve estar no produto em si, mas em uma marca que deva ser comercializada. Outras localidades podem produzir o que se produz aqui, mas a preocupação da sustentabilidade ambiental é inerente à região", observou.

PIM
Na ocasião, o superintendente adjunto de Projetos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Oldemar Ianck, ressaltou as potencialidades da Amazônia para a atração de novos investidores internacionais, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável local. "Procuramos mostrar nossas fontes de atração, como os incentivos fiscais da SUFRAMA, Sudam e do Estado, e abrir um leque de informações à França, que é uma das maiores nações do mundo e importante parceiro nosso, com foco no investimento na região", disse.

A França conta com investimentos consolidados no Pólo Industrial de Manaus (PIM), com grandes empresas instaladas, como é o caso da Bic, e de outras que estão chegando, a exemplo da Saint-Gobain. As empresas que se instalam no parque fabril da capital amazonense dispõem de incentivos fiscais no Imposto de Importação, Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e Pis/Cofins (Contribuição para o Programa de Integração Social  e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), por parte da Suframa, Imposto Cobrado sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), por parte do Estado, e Imposto de Renda, através da Sudam.