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Empresas do PIM conhecem novo sistema de controle de mercadorias com Chip RFID

Benefícios do projeto incluem maior eficiência e segurança no processo de identificação, controle e rastreamento de qualquer tipo de produto desde a saída das fábricas até a utilização por parte dos consumidores.
por Diego Queiroz publicado: 17/09/2009 00h00 última modificação: 24/05/2016 11h57

Representantes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AM), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Centro de Pesquisas Avançadas Wernher Von Braun participaram esta semana, na sede da SUFRAMA, da primeira reunião realizada no Estado para apresentação do projeto Sistema de Identificação, Registro e Autenticidade de Mercadorias (Brasil-ID) e o sistema TMS com Chip RFID.

O objetivo do encontro, ocorrido na terça-feira (15), foi apresentar às empresas do PIM presentes à reunião – Nokia do Brasil, Yamaha da Amazônia e Moto Honda da Amazônia – os benefícios do projeto, que incluem maior eficiência e segurança no processo de identificação, controle e rastreamento de qualquer tipo de produto desde a saída das fábricas até a utilização por parte dos consumidores.

O projeto Brasil-ID é resultante de convênio assinado entre o MCT, o Ministério da Fazenda e as Secretarias de Fazenda de todos os estados brasileiros com o objetivo de melhorar a logística do fisco e do contribuinte e combater a sonegação fiscal e o contrabando. O sistema, baseado na tecnologia de Identificação por Radiofrequência (RFID) e de comunicação sem-fio, vem sendo desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun e coordenado pelo Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários (Encat).

Segundo o diretor do centro de pesquisas, Dario Thober, as ações do projeto estão sendo orientadas com o intuito principal de reduzir os custos operacionais e logísticos das empresas. Ele disse que a partir da reunião dessa terça-feira será realizado um estudo com as empresas do PIM presentes a fim de identificar de forma clara as vantagens da aderência ao projeto. “Temos a convicção de que o novo sistema vai colocar as empresas num patamar único no Brasil e no mundo. Até o final deste ano, o estudo deverá ter sido concluído e implementado em versão piloto com as empresas”, disse Thober.

O líder nacional do Projeto RFID e representante do ENCAT, Raul Mendonça, destacou que versões experimentais com o novo sistema serão lançadas nos próximos meses envolvendo postos fiscalizadores de diversos estados brasileiros e empresas de grande porte no país, dentre as quais Petrobrás (combustíveis), Teuto e Panarello (medicamentos) e Souza Cruz (fumo). “Ainda em setembro vamos iniciar as implantações dos equipamentos nos postos fiscalizadores e já no mês de outubro vamos iniciar o pré-piloto com sete empresas que estão sendo convidadas para a fase inicial do projeto”, disse Mendonça. “As discussões continuarão posteriormente, pois além dos produtos trabalhados nos pilotos, precisamos desenvolver e aprimorar o sistema para atender a qualquer tipo de mercadoria fabricada no país”, completou.

A chefe fiscal da Yamaha da Amazônia, Joice Nunes, disse que a iniciativa apresenta grandes vantagens para as empresas do PIM, sobretudo no que tange à segurança no controle do processo logístico. “A idéia será levada para a nossa diretoria e vamos discuti-la internamente. Nesse momento de crise, tudo é discutido com mais cautela, mas acredito que a iniciativa é positiva e traz vantagens para as empresas do Polo Industrial”, disse Nunes.

De acordo com o coordenador geral de Controle de Mercadorias e Cadastro, João Carlos Paiva, a incorporação da SUFRAMA neste projeto trará ganhos significativos aos seus processos, pois haverá melhorias contínuas nos procedimentos de controle, acompanhamento e fiscalização do ingresso de mercadorias nacionais nas áreas incentivadas. “A participação da Autarquia possibilitará, inclusive, melhorar a logística do fluxo de mercadorias para a região com a diminuição de tempo e desburocratização de todo o processo, tanto no ambiente de documentos quanto de procedimentos”, afirmou Paiva.