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Estudantes da Califórnia conhecem modelo ZFM

Objetivo foi conhecer o modelo Zona Franca de Manaus e as oportunidades de negócios e de carreira na região.
por Layana Rios publicado: 10/01/2014 16h01 última modificação: 15/02/2016 18h05

Um grupo de treze estudantes dos cursos de Negócios Internacionais e Ciências Naturais da Universidade de Whittier, localizada na Califórnia (EUA), visitou a sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), nessa quinta-feira (9), com o objetivo de conhecer o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e as oportunidades de negócios e de carreira na região.

O grupo foi recepcionado pelo superintendente da autarquia, Thomaz Nogueira, que realizou uma palestra abordando o histórico e o funcionamento do modelo ZFM. "Fora do período da borracha nós vivemos uma grande depressão econômica e populacional que só foi revertida com a criação da Zona Franca de Manaus, que garantiu o desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia Ocidental", lembrou Nogueira.

O superintendente também explicou as disparidades dos números da região em termos de população e área. Segundo ele, o Amazonas representa 18% da área do Brasil e contém apenas 1,89% da população, sendo que mais da metade da população do Estado vive na capital Manaus.

Nogueira apontou ainda que a densidade demográfica do Brasil é de 23 habitantes por quilômetro quadrado, enquanto no Amazonas, esse número é de 2,4 habitantes por quilômetro quadrado. Já em Manaus, que possui 98% da população concentrada em uma área urbana de 400 quilômetros quadrados, a densidade passa a ser de mais de cinco mil habitantes por quilômetro quadrado. "O que queremos mostrar é que numa área imensa, a atividade econômica está centrada em uma área física muito pequena. Isso faz com que essa cidade seja a sexta cidade brasileira em PIB, contribuindo para a superação das desigualdades sociais no País", afirmou.

A concentração da atividade econômica também garantiu a preservação de 98% da floresta do Amazonas, uma vez que o modelo ZFM não desmata a floresta para se concretizar. "Este modelo não é importante apenas para a sociedade local e para o Brasil. Do ponto da sustentabilidade, ele importante como solução para o mundo porque temos efetivamente uma alternativa econômica que diminui a pressão sobre a floresta", afirmou. Os professores Daniel Duran, do departamento de Administração de Negócios, e Cinzia Fissore, do departamento de Biologia e Ciências Ambientais, responsáveis pela vinda do grupo a Manaus, agradeceram ao superintendente pela palestra. "Já visitei mais de 150 empresas pelo mundo e essa foi uma das apresentações mais informativas, mais apaixonadas e mais articuladas", disse Duran a Nogueira. Fissore ressaltou ainda que o modelo ZFM foi um excelente exemplo de como as duas áreas de conhecimento dos professores podem conversar e se alinhar para o desenvolvimento econômico.

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