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Grupo de Trabalho discute viabilidade de projeto multimodal Manta-Manaus

A rota Manta-Manaus representa uma alternativa logística do Pacífico para chegar ao Amazonas a partir do Equador, o que atualmente é realizado por meio do Canal do Panamá.
por Layana Rios publicado: 25/03/2019 16h38 última modificação: 25/03/2019 18h14

O grupo de trabalho (GT) multi-institucional criado para a viabilização do projeto multimodal de transportes Manta-Manaus realizou mais uma reunião, nesta segunda-feira (25), na sede da SUFRAMA, com o intuito de organizar evento de integração logística e comercial marcado para os dias 23 e 24 de abril, em Manaus, com a participação de representantes diplomáticos, governamentais e empresariais do Equador.


A rota Manta-Manaus representa uma alternativa logística do Pacífico para chegar ao Amazonas a partir do Equador, o que atualmente é realizado por meio do Canal do Panamá. A rota compreende um trecho de rodovia a partir do Porto de Manta até Providência, no Equador, onde segue até o Amazonas por meio de hidrovias. Tal rota seria uma alternativa para alcançar a Ásia com menor tempo.


A reunião foi conduzida pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT), que preside a Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e pelo deputado estadual Adjuto Afonso (PDT), que preside a Comissão de Empreendedorismo, Comércio Exterior e Mercosul.


Durante o encontro técnico, o coordenador-geral de Comércio Exterior da SUFRAMA, substituto, Luís Frederico Aguiar, apresentou dados de um estudo realizado pela Agência de Promoção do Equador, que chegou ao resultado de preço de R$ 24.750 para o envio de um container de Manta a Shangai, enquanto pelo canal do Panamá o custo é de aproximadamente R$ 10.500. “Diante dessa informação, nossa proposta é trabalhar a viabilidade dessa rota por partes, começando por Manaus-Tabatinga e Tabatinga-Providência, identificando quais são os entraves e qual seria a demanda comercial entre esses destinos, para então continuarmos expandindo a rota”, explicou Aguiar.


Um dos pontos discutidos foi a necessidade do alfandegamento do porto de Tabatinga, que está sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O representante do órgão na reunião, Evailton de Oliveira, informou que já existe um processo junto à Receita Federal para o alfandegamento. “Mas, por uma questão financeira, não conseguimos viabilizar um equipamento de scanner de container, e ainda estamos no meio do processo”, afirmou.


Para o coordenador da SUFRAMA, alfandegar o porto de Tabatinga seria importante não apenas para a rota Manta-Manaus, mas para a região como um todo. “Temos o incentivo da Zona Franca Verde na Área de Livre Comércio de Tabatinga, que ganha com esse alfandegamento, bem como a possibilidade de rotas com o Peru, além do Equador”, exemplificou. Aguiar informou, ainda, que o superintendente da SUFRAMA, Alfredo Menezes, se colocou à disposição para levar ao ministro da Infraestrutura as demandas necessárias para a viabilidade do projeto.


São integrantes do GT a SUFRAMA, Aleam, Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), DNIT, Serviço Geológico do Brasil (CRPM), Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Federação das Empresas de Logística, Transportes e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), Associação Comercial do Amazonas (ACA), Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma) e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam).


A próxima reunião está agendada para o dia 15 de abril, na sede da SUFRAMA, na qual será apresentado pelo DNIT o andamento do processo de alfandegamento do porto de Tabatinga e ainda os entraves logísticos e as potencialidades no comércio dos trechos Manaus-Tabatinga e Tabatinga-Providência pela equipe da SUFRAMA e membros do GT.