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IBGE lança na SUFRAMA coleta das Pesquisas Econômicas 2016

A coleta de dados relativos ao ano de 2015 ocorrerá de maio a outubro e as informações irão compor pesquisas que identificam as características estruturais básicas das atividades e suas transformações.
por Enock Nascimento publicado: 28/04/2016 14h50 última modificação: 28/04/2016 15h46

Em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou nesta quinta-feira (28), no auditório da SUFRAMA, o Lançamento das Pesquisas Econômicas 2016 do IBGE no Amazonas.

O evento teve como objetivo divulgar o início das pesquisas relacionadas aos segmentos industriais, comerciais, de serviços e da construção. A coleta de dados relativos ao ano de 2015 ocorrerá de maio a outubro e as informações irão compor a Pesquisa Industrial Anual (PIA), a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) e a Pesquisa Anual do Comércio (PAC), as quais identificam as características estruturais básicas das atividades e suas transformações.

A superintendente da SUFRAMA, Rebecca Garcia, destacou a importância dos dados fornecidos nas pesquisas econômicas do IBGE, ressaltando que os números contribuem para a criação ou alteração de planos e projetos que visam ao desenvolvimento da região e do País como um todo.

“É com base em informações de credibilidade e de confiança como as disponibilizadas pelo IBGE que podemos verificar qual caminho estamos trilhando e se é necessário mudar a direção. Por isso, queremos reforçar e reafirmar a parceria da SUFRAMA com o IBGE, ressaltando que pesquisas do Instituto nos ajudam a realizar melhores planos tendo em vista o desenvolvimento sustentável da nossa região”, frisou.

O chefe do IBGE no Amazonas, José Ilcleson Coelho, salientou que uma das metas do evento realizado na sede da SUFRAMA era estreitar o relacionamento entre o órgão e seus informantes, bem como pedir apoio ao trabalho de coleta das informações. “Quero solicitar a vocês que recebam bem nossos técnicos e enfatizar que sem os dados que vocês nos fornecem não seria possível realizarmos pesquisas importantes como essas”, observou.

Metodologia
Durante o evento, os técnicos do IBGE apresentaram a metodologia a ser utilizada para a obtenção e compilação das informações. O levantamento prioriza as estimativas do valor adicionado, da mão de obra ocupada e sua remuneração e dos investimentos em capital fixo, a um nível detalhado da atividade econômica.
Na elaboração da PIA de 2015, por exemplo, o universo total será de 431.743 empresas (a partir de cinco empregados) em todo o Brasil. Dessas, 51.983 empresas serão visitadas pelos pesquisadores, sendo que uma mostra de 15.256 deverá preencher um questionário simplificado e 36.727 deverão preencher o questionário completo.

Dados de 2013
Também foi apresentado um resumo dos números referentes às pesquisas realizadas com dados do ano base 2013. No PIA daquele ano verificou-se o aumento de unidades industriais (com cinco ou mais pessoas ocupadas) que passou de 1.121 em 2010 para 1.267 unidades em 2013 (crescimento de 13,2%). No mesmo ambiente e período, o número de pessoas ocupadas passou de 117.299 para 138.404 (aumento de 18%).

Entre 2010 e 2013, os salários, as retiradas e outras remunerações cresceram 43,2%, acompanhando o crescimento do pessoal ocupado. Já a receita líquida da indústria passou de R$ 64,5 bilhões para R$ 86,2 bilhões (33,3%) no mesmo período.

ZFV
Em termos gerais, em 2013, a região Sudeste era responsável por 57,4% do valor bruto da produção industrial do Brasil, enquanto a região Norte, em último, respondia por 5,9%. Já entre os Estados do Norte, em 2013, o Amazonas detinha 56,5% do valor bruto da produção industrial, seguido pelo Pará com 32,8%. Em último, Roraima respondia por apenas 0,1%.

“Dados como esses mostram desigualdades regionais com o domínio do Sudeste, mas também mostram na questão intra-regional do Norte uma concentração do Amazonas. Por isso, destacamos a importância do projeto Zona Franca Verde, que vai permitir o espraiamento do desenvolvimento econômico para as Áreas de Livre Comércio, cidades localizadas em fronteiras, com a instalação de bioindústrias fabricando produtos com preponderância de matérias-primas regionais”, ressaltou a superintendente Rebecca Garcia.