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Ingleses querem ‘voltar’ para Manaus

País pretende organizar uma missão de empresários interessados em investir no Brasil e deve colocar Manaus no roteiro da viagem.
publicado: 22/08/2012 00h00 última modificação: 14/03/2016 17h32

A partir de março de 2013, fim do ano fiscal para o Reino Unido, o país pretende organizar uma missão de empresários interessados em investir no Brasil e deve colocar Manaus no roteiro da viagem. O cônsul geral britânico em Recife, Gareth Moore, esteve nesta semana na Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) para conhecer melhor os benefícios fiscais do modelo e as demandas do mercado local, para verificar as possibilidades de investimento. “Inauguramos o consulado geral em Recife no final do ano passado e minha área de atuação se estende por todo o Norte e Nordeste do Brasil. Vim conhecer a realidade de Manaus para poder apresentá-la aos empresários britânicos. Estamos buscando parceria, principalmente de negócios”, disse Moore ao superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, que o recebeu na sede da autarquia.

O cônsul ficou surpreso ao saber que algumas empresas se anteciparam à iniciativa, como a fabricante de motos inglesa Triumph, que aprovou projeto e já está se instalando no Polo Industrial de Manaus (PIM), mas verificou que ainda há espaço para uma variada gama de investimentos. “Com o gás natural de Urucu e novas jazidas de petróleo sendo descobertas, o Amazonas tem um excelente futuro no polo gás-químico e deve precisar da experiência britânica no setor”, disse Nogueira, adiantando um dos polos em que o investimento do Reino Unido pode prosperar. “No século retrasado, a presença inglesa foi fundamental para criar a infraestrutura de Manaus, com galerias de esgoto, pontes, o Roadway, que até hoje o povo chama de ‘ródo’... Hoje com a possibilidade das parcerias público-privadas, os ingleses têm grandes chances de voltar, ajudando a estruturar grandes projetos como a cidade universitária, por exemplo”, completou.

Ao falar sobre a Cidade Universitária que o governo do Estado pretende construir no município vizinho da Zona Franca, Iranduba, Nogueira lembrou da questão da educação e da importância de investimentos na área de qualificação profissional, tendo bom retorno do cônsul britânico. “Em Pernambuco, estamos fechando parcerias para a qualificação de profissionais para estaleiros”, exemplificou Gareth Moore, que foi alertado pela equipe da SUFRAMA presente à reunião que Manaus terá um Polo Naval.

O cônsul geral, que esteve acompanhado do cônsul honorário da Grã-Bretanha em Manaus, Vincent Brown, se disse impressionado com o potencial da Zona Franca para os investidores e mostrou interesse em divulgar, no Reino Unido, a realização da sétima edição da Feira Internacional da Amazônia (23 a 26 de outubro de 2013), classificando como uma boa oportunidade para fechar negócios com a região.