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Insumos venezuelanos podem abastecer Manaus

Duas reuniões foram realizadas para discutir o reforço da integração entre Brasil e Venezuela, com destaque para o Norte brasileiro e o Sul venezuelano.
por Layana Rios publicado: 14/11/2012 15h02 última modificação: 10/03/2016 11h13

O superintendente da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Thomaz Nogueira - acompanhado do superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, José Nagib Lima - esteve em Caracas, Venezuela, nos dias 12 e 13 de novembro, integrando a delegação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) que visitou o país para estreitar parcerias no âmbito do Mercosul. A próxima reunião de cúpula dos países do bloco econômico sulamericano será no dia 7 de dezembro, no Brasil, e a presença do presidente Hugo Chávez está confirmada, reforçando as discussões para integração entre os países, em especial do norte brasileiro com o sul venezuelano.

Foram realizadas duas reuniões. A primeira teve como pauta avaliar oportunidade de cooperação entre o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e o equivalente venezuelano, o BANDES, para identificar abertura de linhas de financiamento para investimentos estrangeiros na Venezuela, bem como avaliar mecanismos de garantias que respaldem o financiamento de projetos. A criação de um fundo binacional também foi discutida durante o encontro.

Na segunda reunião, foi tratada a promoção de investimentos e comércio entre os países. A SUFRAMA realizou uma apresentação sobre o modelo Zona Franca e identificou insumos que podem ser importados da Venezuela para o Polo Industrial de Manaus (PIM). Segundo o ministro da Indústria da Venezuela, Ricardo Menéndez, Manaus é estratégica do ponto de vista de complementação do eixo industrial venezuelano. “O presidente Hugo Chávez lançou a linha estratégica do grande eixo de desenvolvimento Venezuela-Mercosul. Este eixo industrial, que vai de Barquisimeto a Miranda, encontra em Manaus uma possibilidade de complementação, tanto do ponto de vista industrial quanto da articulação de cadeias de valor”, disse Menéndez. O ministro destacou que, além de ferro, vidro, alumínio e plástico, a Venezuela também pode abastecer Manaus com alimentos. “Temos a oportunidade de colocar nossos produtos alimentícios diretamente nas cadeias de supermercado”, complementou.

Na pauta da segunda reunião também constou a análise sobre o sistema cambiário venezuelano - para avaliar mecanismos de adaptação ao Mercosul - e a avaliação de oportunidades de cooperação para desenvolver políticas de comércio exterior baseadas na experiência do Plano Brasil Maior. A missão brasileira explicou ainda o funcionamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). Em conjunto, técnicos brasileiros e venezuelanos avaliaram mecanismos e oportunidades de cooperação para “Promoção de Exportações e Investimentos” e para “Estudos de Inteligência Comercial”.

A delegação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior contou com representantes da SUFRAMA, do BNDES, da Secex e da Apex. Pelo lado venezuelano, participaram representantes da vice-presidência para área econômica e produtiva, do Ministério do Poder para as Relações Exteriores, do Ministério do Poder Popular para as Finanças, do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social da Venezuela (BANDES), e da Petróleos de Venezuela (PDVSA).