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Japão demonstra interesse em ampliar presença no PIM

País representa cerca de 30% dos investimentos totais do Polo Industrial de Manaus, com 37 empresas instaladas na região.
por Layana Rios publicado: 08/04/2015 15h57 última modificação: 02/02/2016 17h45

Com o intuito de analisar a atual situação da economia brasileira e regional visando futuros investimentos japoneses no Polo Industrial de Manaus (PIM), o segundo secretário da embaixada do Japão no Brasil, Satoshi Ito, e a vice-cônsul do Japão em Manaus, Akiko Kikuchi, estiveram na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), nesta quarta-feira (8), em uma reunião conduzida pelo superintendente adjunto de Operações, Adilson Vieira e técnicos da autarquia.

O superintendente-adjunto ressaltou que os ajustes nos impostos e juros pelos quais o Brasil tem passado são necessários para que haja um crescimento econômico no País no segundo semestre. “O Brasil cresceu enquanto a Europa inteira e parte da Ásia estava em crise, e nós crescemos com um viés alternativo. Enquanto os outros países aumentavam juros e cortavam investimentos, o Brasil abriu mão de IPI e fez investimento em infraestrutura. Esse ajuste agora é necessário para que haja crescimento econômico”, afirmou.

O coordenador-geral substituto de Estudos Econômicos e Empresariais da SUFRAMA, Renato Freitas, lembrou que existem cerca de 37 empresas de capital majoritariamente japonês no PIM, que representam cerca de 30% dos investimentos totais no Polo. “Essas empresas trazem um conjunto de fatores importantes, que nos permite inclusive desenvolver as capacidades de recursos humanos. As filosofias de engenharia de produção, de processo e produto dos japoneses nos permite também incorporar essa tecnologia, o que é muito importante na região”, ressaltou.

Freitas também falou sobre os investimentos em infraestrutura que estão em andamento pelo governo federal e governo do Amazonas que deve aprimorar, sobretudo, a logística de escoamento da produção do PIM, e se tornará um importante atrativo para as empresas se instalarem na região, além da segurança jurídica do modelo. “Apesar do cenário de curto prazo ter alguns obstáculos pela frente, há muitas oportunidades que estão exatamente na segurança jurídica do nosso modelo ZFM. Os investidores terão a oportunidade de se instalar aqui e ter o retorno apropriado com esse prazo da Zona Franca que foi extendido até 2073. Essa é a melhor notícia desse cenário, que é muito positivo no longo prazo”, acrescentou.

Por fim, o coordenador-geral de Acompanhamento de Projetos Industriais da autarquia, José Jorge do Nascimento Júnior, explicou em linhas gerais os procedimentos para que uma empresa se instale no PIM e receba os incentivos fiscais da ZFM. Os representantes japoneses agradeceram as informações prestadas e informaram que as empresas japonesas de pequeno porte têm grande interesse em expandir internacionalmente, mas que esbarram sobretudo na necessidade de crédito. Freitas informou que embora a SUFRAMA não administre financiamentos, os pacotes de bancos como o Banco da Amazônia (Basa) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social são atrativos para pequenas e grandes empresas e podem ser uma alternativa de financiamento para as empresas que desejam se instalar no PIM.