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Japoneses querem ampliar investimento no PIM

As empresas japonesas estão em busca de novos mercados para transferir tecnologia e fazer investimentos e o Brasil é o parceiro ideal, segundo informa o consulado geral do Japão em Manaus.
publicado: 27/04/2012 00h00 última modificação: 23/03/2016 11h03

As empresas japonesas estão em busca de novos mercados para transferir tecnologia e fazer investimentos e o Brasil é o parceiro ideal, segundo o cônsul geral do Japão em Manaus, Hajime Naganuma. “E no Amazonas, a presença japonesa funciona muito bem”, adiantou, propondo mediar conversas entre os empresários do país e a SUFRAMA para fortalecer e ampliar a presença japonesa no Polo Industrial de Manaus (PIM).

O cônsul reuniu-se na tarde desta sexta-feira (27) com o superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, na sede da autarquia, acompanhado da vice-cônsul, Michiko Shibata, para, segundo ele, agradecer pela manutenção das empresas japonesas em Manaus e oferecer o apoio do seu país para melhoria da competitividade do PIM. “A presidente (Dilma Rousseff) garantiu mais 50 anos para a Zona Franca, mas a tendência internacional é de reduzir tarifas. Assim, só os incentivos não serão mais suficientes no futuro. É preciso aumentar a competitividade, com infraestrutura e transferência de tecnologia”, disse Naganuma. “Nosso discurso então está afinado”, concordou Thomaz Nogueira. O superintendente destacou a importância de manter os benefícios, mas com a necessidade cada vez mais urgente de procurar dotar o Polo Industrial de ciência e tecnologia que impliquem no domínio do ciclo de produção. “E, para isso, a parceria com o Japão - que tem expertise em áreas como cosméticos e fármacos - é muito importante”, disse, apontando dois setores em que a união Brasil-Japão pode render bons frutos em um futuro próximo.

Naganuma lembrou que o Japão é ponta na criação de novas tecnologias, destacando que as telas de LED, por exemplo, foram criadas pela Sony e que técnicos japoneses aposentados têm buscado outros países para desenvolver tecnologias. “O Brasil, Manaus sobretudo, tem condições de absorver essa mão de obra com ganho para ambos os lados”, destacou. “O Japão poderia apostar na Coreia e na China como parceiros na transferência tecnológica, mas nossa relação com o Brasil tem um histórico de mais de 100 anos de amizade”, destacou.

Como exemplo de avanço que pode ser trazido ao Brasil, o cônsul falou sobre as telas IGZO. “Depois do LCD veio o LED, depois o OLED e agora chegou o IGZO, que rende telas quatro vezes mais nítidas e com consumo cinco vezes menor de energia”, anunciou, falando sobre a recente tecnologia que usa os elementos óxido de zinco, índio e gálio e que já está em produção pela Sharp.

Missão
Durante o encontro, o superintendente da SUFRAMA informou que foi convidado a integrar missão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) que irá a Tóquio no próximo dia 28 de maio. Nogueira acertou com o cônsul a realização de uma reunião prévia entre técnicos do consulado e da autarquia para formular estratégias que permitam melhor prospecção de negócios. “Pode contar conosco. Os empresários japoneses querem investir no Brasil, mas são sempre cautelosos. É preciso mostrar claramente as vantagens e passar confiança, pois eles só precisam de um ‘empurrão’ para investir aqui”, disse Hajime Naganuma.

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