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Manaus tem chance ímpar de crescer com o Design

Eventos esportivos de grande porte são oportunidades,conforme informou a Apex Brasil durante encontro “Design em Foco: Oportunidades em Grandes Eventos”.
por Enock Nascimento publicado: 14/12/2012 10h21 última modificação: 09/03/2016 11h38

Eventos esportivos de grande porte - como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 - representam uma chance “ímpar e valiosa demais para ser desperdiçada”. Essa foi uma das principais mensagens transmitidas no encontro “Design em Foco: Oportunidades em Grandes Eventos”, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) por iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O evento vem sendo realizado em todas as cidades-sedes da Copa e encerrou nesta quinta-feira (13), em Manaus, com um debate no auditório da SUFRAMA.

A consultora e economista espanhola, Inés Sagrario, apresentou um estudo elaborado pela empresa Competitiveness sobre o impacto econômico da realização da Copa de 2014 no Brasil e das Olimpíadas, que será da ordem de R$ 86 bilhões. São investimentos em obras, mídia, turismo, segurança, saúde, transporte, mobiliário, máquinas, modas e tecnologia da informação. “E o design permeia todas essas atividades”, explicou a consultora.

Sagrario ressaltou que os olhos do mundo estarão voltados para o País durante esses macroeventos e questionou qual será a imagem que o Brasil irá passar. Ela lembrou que Barcelona, sede olímpica em 1992, não é considerado um exemplo de sucesso por acaso. “O plano de revitalização da cidade, que era para ser feito em 20 anos, foi realizado em quatro por causa dos jogos e até hoje é visto como referência de como o design pode não só ajudar durante o evento como deixar um legado”, disse. “A Espanha hoje enfrenta uma crise econômica, mas as empresas de Barcelona, que ajudaram a estruturar a Olimpíada, continuam exportando 90% de seus produtos para grandes eventos ao redor do planeta”, completou.

A consultora falou ainda sobre o fascínio exercido pela Amazônia entre os estrangeiros e que a Copa será um momento especial para que a região possa exibir seus produtos e características únicas. “De todas as cidades-sedes que passei, Manaus é a que tem a maior quantidade de elementos únicos para trabalhar. Esta cidade tem características próprias, de matérias-primas a atrações naturais, que você não vê em nenhuma outra parte do Brasil. E aqui ainda tem a favor de vocês a mundialmente famosa marca ‘Amazônia’, uma das mais conhecidas do mundo”, destacou. Segundo ela, o design é ferramenta para agregar valor à experiência turística proporcionada por estes eventos.

Ao final da apresentação, foi aberto espaço para o debate, com a proposta de que os participantes indicassem quais oportunidades vislumbram para a cidade em função da Copa, apontando os papéis que o Poder Público e a Iniciativa Privada deveriam ter. Inés Sagrario se disse impressionada com a quantidade e qualidade das sugestões apresentadas e que Manaus deve se esforçar ao máximo para causar uma boa impressão aos visitantes. “Hoje, com as redes sociais, o que você investiria em divulgação, pode investir em infraestrutura de Internet, por exemplo. Um turista com acesso à rede pode postar suas fotos pescando piranhas no Facebook e dizer ao mundo inteiro que foi a melhor experiência da sua vida. Serão milhões de ‘likes’, com excelente retorno”, disse, citando exemplo da irmã dela que, após a experiência, tem voltado com frequência à cidade de Silves (AM) e, cada vez, traz novos amigos.

Os resultados de todos os “Design em Foco” realizados nas cidades-sedes devem balizar um novo estudo do Governo Federal sobre o tema, que deve ser apresentado no ano que vem pela Apex-Brasil.

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