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Novo ministro de Ciência e Tecnologia visita CBA e define regulamentação do modelo de gestão como ação prioritária

Ministro afirmou que o CBA tem potencial para ser um grande centro de inovação no país e que a busca pela personalidade jurídica e institucionalização do modelo de gestão do órgão deverá ser o foco dos esforços no momento.
por Diego Queiroz publicado: 25/01/2011 00h00 última modificação: 28/04/2016 15h40

Em visita ao Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) na tarde dessa segunda-feira (24), o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, afirmou que o CBA tem potencial para ser um grande centro de inovação no país e que a busca pela personalidade jurídica e institucionalização do modelo de gestão do órgão deverá ser o foco dos esforços no momento.

“O primeiro passo para o fortalecimento do centro é a solução quanto ao modelo de gestão, definindo com precisão quem irá administrar e de onde virão os investimentos”, afirmou o ministro. “A partir daí, poderemos definir novas ações, dentre as quais a elaboração do plano de cargos e de carreiras do centro. Temos total disposição em trabalhar pelo fortalecimento do CBA, pois acreditamos que este é um centro de grande importância para a promoção da inovação e do desenvolvimento da região”, complementou.

Antes de fazer um tour pelas instalações físicas do centro, que conta atualmente com um espaço físico de 12 mil metros quadrados, incluindo 25 laboratórios para pesquisa e desenvolvimento, um biotério e áreas de apoio ao empreendedorismo e gestão da inovação, Mercadante também discutiu junto a dirigentes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e a representantes de órgãos governamentais e das classes acadêmica e científica da região propostas para a otimização das condições de trabalho e projetos desenvolvidos no CBA.

Dentre as propostas de caráter imediato, ele sugeriu a implantação de um conselho provisório visando dar celeridade ao processo de regulamentação do CBA como empresa pública. O conselho teria inicialmente a participação da SUFRAMA e dos três ministérios envolvidos no projeto de estruturação do centro – Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Ministério do Meio Ambiente (MMA) e teria a função principal de acompanhar o pleito e buscar articulações para o seu efetivo andamento. “A instituição de um conselho na fase de transição entre o modelo atual e o modelo de empresa pública, já dentro dos marcos da gestão pretendida, daria maior credibilidade ao projeto e também ajudaria na parte operacional e na viabilização de recursos”, afirmou.

De acordo com a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso, a decisão do ministro de vir a Manaus em sua primeira viagem oficial no cargo mostra a atenção que o Estado do Amazonas e a Amazônia como um todo estão recebendo do Governo Federal, sobretudo no segmento de ciência, tecnologia e inovação, face às grandes possibilidades econômicas fomentadas pelo aproveitamento sustentável da biodiversidade regional. “O CBA é o embrião do Polo Industrial do futuro. Esse é um projeto no qual a SUFRAMA nunca deixou de acreditar e de investir e que agora temos a chance de fortalecer com a ajuda de parceiros de extrema relevância, como o MCT”, afirmou a superintendente.

A visita do ministro ao CBA foi encerrada com o acordo entre os presentes para o agendamento de uma reunião, em Brasília, a fim de discutir a proposta de implantação do conselho provisório e demais medidas visando ao fortalecimento do centro e regulamentação de seu modelo de gestão.