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Oferta de gás natural de Coari reduzirá custo de energia, prevê Petrobrás

Estatal estima redução de custos de produção do combustível, melhoria das condições ambientais e diminuição do preço da energia para empresas de Manaus.
publicado: 10/09/2008 00h00 última modificação: 19/07/2016 17h28

Redução de custos de produção do combustível, melhoria das condições ambientais e diminuição do preço da energia para empresas de Manaus.

Essas são algumas das principais melhorias obtidas com a oferta do gás natural de Coari, município do Amazonas, de acordo com o gerente geral de Participações e Desenvolvimento de Negócios de Energia da Petrobras, José Alcides Santoro Martins. Ele apresentou o projeto do gasoduto Coari-Manaus, que está sendo construído, durante o seminário "Energia e Desenvolvimento na Amazônia: Macro-dinâmicas em estruturação concreta", que faz parte da quarta Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2008), que começou ontem (10) e vai até o dia 13 deste mês.

Segundo Santoro, o custo de produção do óleo diesel é 40% maior que o do gás natural. Para empresas de Manaus, a redução do custo da energia chegará a ser de 60%, prevê o executivo. "Com isso, as empresas vão poder oferecer produtos mais baratos", disse. Além disso, a poluição gerada pelo óleo diesel para a geração de energia é maior que a do gás natural. Isso porque a utilização deste promove menos emissões na camada atmosférica.

Atualmente, a energia produzida com óleo diesel é a principal fonte utilizada pelo Amazonas; cerca de 87%, afirmou Santoro. Segundo estimativas da Petrobras, quando o gás natural estiver acessível " em setembro de 2010 " a energia a óleo diesel representará cerca de 47%, enquanto o gás natural cobrirá 40% dos consumidores.

O gerente destacou o processo de construção do gasoduto. "É uma obra singular. Lidamos com o regime pluviométrico e fluviométrico da Amazônia, que varia bastante durante o ano. É um ambiente difícil de trabalhar. O relevo é de planície, mas fortemente ondulado, com muitos rios, igapós e igarapés para atravessar".

O gasoduto Coari-Manaus terá 670 quilômetros de extensão. Para a construção estão trabalhando cerca de 6 mil trabalhadores, entre diretos e indiretos, sendo que 72% são mão-de-obra local, segundo o gerente geral.

Iniciativas de sucesso
Com a temática "Mudanças estruturais nos sistemas elétricos do Norte do Brasil', o diretor de Planejamento e Expansão da Manaus Energia", Leonardo Lins, falou que a Usina Hidrelétrica de Tucuruí e o Gasoduto Coari-Manaus são exemplos de iniciativas concretas com o objetivo de ampliar e melhorar o fornecimento de energia elétrica para o desenvolvimento dessas regiões. "São projetos idealizados com a finalidade de expandir o sistema enérgico brasileiro, extinguindo a prática isolada que também sai mais cara", comentou.

Atualmente, o sistema de energia elétrica dos Estados da região Norte baseia-se na queima de combustíveis como o óleo diesel. O problema da produção local é que essa metodologia possui custo mais elevado em comparação à praticada nas outras regiões do País. O objetivo principal do seminário foi, portanto, apresentar as iniciativas que estão sendo desenvolvidas para mudar essa realidade.

O coordenador geral de Estudos Econômicos e Empresariais da Superintendência de Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), José Alberto Machado, comentou que discutir o cenário futuro do setor energético regional é fundamental para o desenvolvimento econômico do Amazonas.

"Hoje, as empresas do Pólo Industrial de Manaus somam US$ 8 bilhões em investimentos fixos e teremos mais US$ 4,5 bilhões para os próximos três anos. Os investidores precisam ter segurança e saber o cenário futuro para continuar a aplicar recursos", disse.