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Óleo e gás em pauta na Jornada de Seminários da VII FIAM

Evento teve por objetivo apresentar uma visão geral dos principais arranjos produtivos de base mineral e de óleo e gás na região.
por Márcio Gallo publicado: 29/11/2013 17h25 última modificação: 16/02/2016 12h48

A programação da Jornada de Seminários da sétima Feira Internacional da Amazônia (VII FIAM) contou, esta sexta-feira (29), com a discussão do tema “Reservas Minerais e de Óleo e Gás Natural na Amazônia Ocidental”. O evento, realizado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) em parceria com diversas instituições, ocorreu na Sala 4 do Studio 5 Centro de Convenções e teve por objetivo apresentar uma visão geral dos principais arranjos produtivos de base mineral e de óleo e gás na região, considerados os aspectos de inovação tecnológica, logística, do desenvolvimento de novos clusters industriais de gás químicos e de fertilizantes e do uso do gás natural pelas indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM).

O seminário contou com a participação do secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH-AM), Daniel Nava, o superintendente de Refino, Processamento de Gás Natural e Produção de Biocombustíveis da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Alexandre Camacho, o coordenador-geral do Complexo Químico e da Saúde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcus Simões, além de representantes de empresas e outras instituições afins ao tema.

O uso industrial e o polo gás químico foram alguns dos pontos discutidos pelos especialistas, que abordaram a participação da região amazônica, em especial do Amazonas, na produção de óleo e, principalmente, gás natural. Segundo Alexandre Camacho, da ANP, “a Amazônia responde por 1% da produção nacional de petróleo, mas chega a 10% do total de gás natural produzido, o que demonstra o potencial energético da região”.

O diretor técnico-comercial da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), Clóvis Júnior, informou que a produção local diária de gás natural chega a 6,85 milhões de metros cúbicos (m³) por dia, suficiente para atender às regiões de Manaus que hoje já são cobertas pelo gasoduto instalado pela empresa. “Temos uma rede de distribuição atual de 48 quilômetros e estamos trabalhando para ampliá-la ainda mais. Fizemos um acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura, responsável pelas obras nas vias do Distrito Industrial, para efetuarmos a expansão do gasoduto nesta região durante as ações de revitalização da área, o que beneficiará mais empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus”, afirmou Júnior.

Benefícios imediatos
A mudança do perfil energético na sociedade foi ressaltada como o futuro da utilização do gás natural. “Por ser considerada uma fonte limpa de energia, sua utilização reflete em benefícios financeiros e ambientais diretos”, disse Clóvis Júnior. “Temos estudos que comprovam que as empresas que adotaram o gás natural como matriz energética em suas atividades reduziram custos em diversas frentes. Além disso, o gás natural eleva o padrão de qualidade e segurança nas indústrias”, completou. Júnior ressaltou que o público residencial deve receber atenção especial em curto prazo, devido à expansão do gasoduto que já está em andamento.

Durante sessão de debate, Marcus Simões, do MDIC, informou que a importação de gás natural é uma realidade no País, mas a produção na Amazônia pode contribuir para mudar essa realidade. Daniel Nava, da SEMGRH, destacou a importância da discussão do tema dentro da Feira Internacional da Amazônia, reconhecida pela excelência e confiabilidade. “É importante o painel porque mostra o cenário atual que vive o Amazonas neste ‘Passe para o Futuro’, tema da FIAM”, finalizou Nava.

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