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Palestra no Ecogerma mostra ZFM como exemplo de sustentabilidade

Congresso sobre Inovação Tecnológica Alemã para o Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ecogerma) vai até esta quarta-feira (28).
por Enock Nascimento publicado: 27/05/2014 16h50 última modificação: 15/02/2016 11h10

Criada especialmente por razões geopolíticas, a Zona Franca de Manaus (ZFM) acabou consolidando-se como um modelo peculiar que combina desenvolvimento econômico, ganhos sociais e proporciona a conservação ambiental: um exemplo de desenvolvimento sustentável. Essa é a conclusão da coordenadora-geral de Estudos Econômicos e Empresariais da SUFRAMA, Ana Maria Souza, apresentada na palestra “Desenvolvimento Sustentável do Polo Industrial de Manaus (PIM)”, nesta terça-feira (27), no segundo dia do Congresso sobre Inovação Tecnológica Alemã para o Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ecogerma), que vai até esta quarta-feira (28) no Studio 5 Centro de Convenções, zona Sul de Manaus.

Ana Souza iniciou sua fala traçando um panorama histórico do Amazonas, que em 1872 tinha apenas 59 mil habitantes e cuja principal atividade econômica era o extrativismo, até a implantação da ZFM, em 1967, passando por momentos marcantes como a destruição da cidade flutuante e curiosidades sobre os planos diretores de Manaus – o primeiro ainda na década de 30. “Na época que a ZFM foi criada só se pensava em crescimento econômico (aumento de produção e geração de riqueza), e não em desenvolvimento (crescimento acompanhado de melhoria da qualidade de vida da população e alterações profundas na estrutura da economia)”, frisou.

Ressaltando os resultados científicos de um estudo do Instituto Piatam, instituição de pesquisa independente, a coordenadora enfatizou que a ZFM se consolidou como modelo de desenvolvimento que contribuiu de forma objetiva para a redução do desmatamento. Segundo estudo do Piatam (publicado no livro “Impacto virtuoso do Polo Industrial de Manaus sobre a proteção da floresta amazônica: discurso ou fato?” ), as indústrias incentivadas do PIM são capazes de atenuar de 70% a 86% o desmatamento no Amazonas – este seria o índice de derrubadas de florestas que ocorreria sem o Polo.

Outra conclusão do livro, destacada por Ana Souza, é a possibilidade de evolução do modelo para um parque industrial ecológico – EcoPIM - com a incorporação de produtos gerados a partir da biodiversidade.

A palestra da coordenadora integrou o Painel 1 do Ecogerma, que teve como mediador o assessor especial da SUFRAMA, Oldemar Ianck, e contou com as palestras “Multiplicando luz com menos energia”, ministrada pelo diretor comercial da KEC do Brasil, Hans-Dieter Ham; e “Automação Industrial e Segurança Industrial”, proferida por Rodrigo Bitar, engenheiro da Schmersal.

Ecogerma
O Ecogerma faz parte da programação do Ano Alemanha-Brasil e tem como público-alvo, empresários, pesquisadores, professores e estudantes. O objetivo é mostrar que a ecologia e economia podem se desenvolver paralelamente por meio de tecnologias adequadas. O evento conta com apoio da SUFRAMA, Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e é coordenado pelo governo do Amazonas. Um dos principais objetivos é a formação de parcerias com empresas alemãs nas áreas de Construção naval; Processamento de minerais e logística; Tratamento de água e esgoto; Energias renováveis e eficiência energética.