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Parceria entre Zona Franca de Manaus e do Panamá começa a sair do papel

Entre as futuras parcerias estão a identificação da oportunidade de fornecimento de componentes para abastecer o Polo Industrial de Manaus e o compartilhamento de conhecimentos na área de logística, dentre outras.
por Layana Rios publicado: 02/10/2012 00h00 última modificação: 14/03/2016 16h07

Uma delegação composta pela embaixadora do Panamá no Brasil, Gabriela García Carranza; pelo gerente geral da Zona Livre de Colón (ZLC), Leopoldo Benedetti; e por técnicos da ZLC esteve na Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), na última sexta-feira (28), para a criação de dois grupos de trabalho (um panamenho e um brasileiro) que vai executar as atividades previstas no Termo de Cooperação entre as Zonas Francas de Manaus (ZFM) e do Panamá.

Durante a reunião, foram elaboradas diversas atividades para os grupos de trabalho, entre elas, a identificação da oportunidade de fornecimento de componentes para abastecer o Polo Industrial de Manaus (PIM), o compartilhamento de conhecimentos na área de logística, a discussão da possibilidade de uma rota aérea entre o Aeroporto Internacional Enrique A. Jimenez e o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, e a identificação dos entraves na relação comercial entre os dois países, convidando entidades e órgãos públicos e privados envolvidos no processo de importação e exportação, para fomentar o comércio bilateral.

Assinado em março, quando o superintendente Thomaz Nogueira esteve no Panamá em missão institucional, o Termo de Cooperação, dentre outros pontos, visa o intercâmbio de conhecimentos, experiências, informações econômicas e de interesse de ambas as áreas, para identificação de oportunidades de integração entre os setores produtivo e comercial de Manaus e Colón, além de fortalecer vínculos com vistas ao incremento da exportação e das oportunidades de comércio bilateral.

A reunião técnica dos grupos de trabalho foi conduzida pelo o superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, José Nagib Lima, e contou com a participação do diretor executivo da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Flávio Dutra; da representante do Centro Internacional de Negócios (CIN/AM), Andrezza Lima; do diretor da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomercio), José Fernando Silva; do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL/AM), Ezra Benzion; do diretor executivo do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide), José B. Grosso; do diretor superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Amazonas (Sebrae/AM), Nelson Rocha; e das representantes da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan/AM), Sílvia Jane e Juliane Mello. Todas as entidades foram incluídas no grupo brasileiro. O grupo de trabalho panamenho foi composto pela embaixada do Panamá no Brasil e pela Zona Livre de Colón.

Para a embaixadora Gabriela García Carranza, a continuidade ao acordo firmado é de fundamental relevância para os dois países. “Os trabalhos que fizemos hoje são de grande importância porque vão dar continuidade ao que já tínhamos firmado de incrementar as intenções tanto brasileiras no Panamá, quanto as panamenhas aqui”, disse.

Comércio e indústria
Durante o evento, Nogueira apresentou à delegação panamenha o modelo ZFM (mais industrial), os benefícios que trouxe à Amazônia Ocidental e ao Brasil como um todo desde sua criação, em 1967, e que hoje está consolidado como um modelo econômico de sucesso, que agrega tecnologia, inovação e sustentabilidade. Da mesma forma, Benedetti apresentou a Zona Livre de Colón (mais comercial), criada em 1948, com mais de 2,9 mil empresas, localizado em uma área estratégica, próxima ao Canal do Panamá, que facilita o escoamento dos produtos para todos os continentes. Entre os benefícios da ZLC, estão a isenção total de impostos nas vendas e também na reexportação para outros países, além de diversas formas de operação, que variam do aluguel de terreno para a construção do espaço físico, representação por empresa já instalada na ZLC, permissão de operação para aluguel de espaço físico já existente e contrato para depósito público das mercadorias.

Assim como Nogueira demonstrou interesse pela ZLC como porta para exportação de produtos da ZFM, Benedetti vislumbrou na ZFM a possibilidade de incrementar as vendas da ZLC com fornecimento de produtos para Manaus.

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