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Paulo Guedes destaca potencialidades regionais durante reunião do CAS

Além do ministro da Economia, encontro do colegiado da Suframa reuniu, ainda, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, e diversas autoridades da região.
publicado: 26/07/2019 22h10 última modificação: 27/07/2019 12h29

A necessidade de desenvolver as potencialidades naturais da região amazônica norteou a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante a 287ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), realizada na última quinta-feira (25), na sede da Autarquia, em Manaus. A reunião também contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro.


Guedes afirmou que a Amazônia é uma região importante, de dimensão estratégica para o País. “Nós mesmos quando queremos dizer que algo é grande, dizemos que tem ‘dimensões amazônicas’, então o presidente diz sempre que a Amazônia é nossa, é do Brasil, não é do mundo ou dos estrangeiros. Temos recursos nessa região que, como diz o presidente, nenhum outro país tem. De minérios, de gás e principalmente de biodiversidade. Então em cima dessa base temos que imaginar um futuro ainda mais grandioso, onde tenhamos biotecnologia, biofármacos, bioquímica, remédios com base em medicina e que finalmente Manaus seja capital mundial da biodiversidade”, afirmou.


O ministro informou que a única indicação do presidente Jair Bolsonaro para a equipe econômica foi a do coronel Alfredo Menezes para o cargo de superintendente da Suframa, “o que mostra o grau de compromisso dele com a região”, e a equipe trabalha, desde o início, buscando um horizonte de maior produtividade. “Só nós temos condições de fazer nessa região coisas que ninguém no mundo consegue fazer, inclusive lá na frente, em discussão com os americanos, temos que negociar, por exemplo, acordos comerciais onde nós reconhecemos patentes, franquias e direitos de propriedade. Nós brasileiros somos parceiros naturais dos americanos, mas queremos saber se eles também reconhecem o direito de propriedade ao oxigênio que nós produzimos para o mundo”, observou.


Guedes mencionou, ainda, a existência de organizações internacionais com recursos interessadas em financiar projetos de infraestrutura transnacionais, citando como exemplo a rodovia Interoceânica que liga o noroeste do Brasil ao litoral sul do Peru, através do Acre, “mas muito além desses investimentos tradicionais de infraestrutura, temos que ter – por que não – em Manaus uma capital mundial de negociação de carbono. De bolsas de valores onde se negociem mercados que hoje parecem intangíveis, mas são recursos. Nós temos água, oxigênio, e tudo isso tudo tem enorme valor econômico. Então podemos criar aqui no Amazonas um centro mundial de sustentabilidade, de biodiversidade, ao mesmo tempo criando riquezas com uma nova visão de um futuro diferente”, complementou.


Segundo o ministro, tais recursos são subexplorados em decorrência da falta de definição de direito de propriedade, da capacidade de recursos, de marcos regulatórios adequados, de abrir oportunidades para investimentos e de proteger a propriedade privada. “Tendo toda essa riqueza, nós vamos viver só de diferença de impostos?”, questionou. “O ideal é que o Brasil todo fosse uma enorme Zona Franca, que os impostos fossem baixos e que nós fossemos realmente uma economia de mercado e que pudéssemos fechar esse gap, responder esse enigma que o presidente sempre diz, que é: como pode um país tão rico em riquezas naturais não ter ainda saído da miséria e ter uma parcela importante da população na pobreza?”, continuou.


O titular da pasta da Economia também fez um breve panorama do cenário industrial brasileiro. “Quem vive em São Paulo e Rio de Janeiro tem essa visão que tá ok vender um fusquinha a 60 mil dólares pro Norte e pro Nordeste, realmente explorando o povo brasileiro. Durante boa parte da vida econômica recente, nós industrializamos uma boa parte do país, explorando, entre aspas, o resto do país. Os preços eram tão altos, que dava para fazer controle de preço, botar impostos altíssimos e ainda sobrava dinheiro para os metalúrgicos lá em São Paulo pagarem dez vezes o salário médio do Brasil. Eles se acostumaram com essa proteção. Acham que é de proteção que se vive e depois querem negar algumas regiões do Brasil que vivam sem aqueles impostos abusivos. Então nós todos temos muito a aprender uns das experiências de vida dos outros, uns estão com impostos demais, outros podem estar sobrevivendo justamente por uma falta de vocação explorada economicamente da forma correta, podem estar vivendo de diferença de imposto”, explicou.


Por fim, o ministro garantiu o compromisso em preservar a força das regiões brasileiras. “Vamos adicionar futuros possíveis, não vamos atingir a essência e o coração econômico das regiões brasileiras e principalmente dessa região. Eu agradeço a bancada do Norte, que tem votado conosco, que tem nos ajudado nas reformas. Muito obrigado e tenham a certeza que nós temos compromisso com o sucesso e a prosperidade da região”, finalizou.