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Pesquisador do CBA ganha prêmio nacional

João Lúcio de Azevedo foi um dos vencedores na área de Agricultura Tropical, categoria Vida e Obra do Prêmio Fundação Bunge que anunciou a lista de seus ganhadores na edição 2009.
publicado: 06/08/2009 00h00 última modificação: 08/06/2016 17h43

O coordenador de microbiologia do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), João Lúcio de Azevedo, membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) foi um dos vencedores na área de Agricultura Tropical, categoria Vida e Obra do Prêmio Fundação Bunge que anunciou a lista de seus ganhadores na edição 2009.

Aos 72 anos, Azevedo é professor titular aposentado pela USP, formado em engenharia agronômica pela Esalq, com doutorado em genética pela Universidade de Sheffield, na Inglaterra, e em agronomia pela USP, e com pós-doutorado pelas universidades de Manchester e Nottingham, também no Reino Unido. Formou cerca de 95 mestres e 68 doutores e coordenou diversos projetos de pesquisa com apoio da Fapesp.

Segundo a Esalq, entre suas contribuições científicas destaca-se o desenvolvimento de um processo para isolamento e purificação do fungo Guignardia citricarpa e do kit de diagnóstico para detecção de fungo patogênico e endofítico de cítricos. Entre as distinções que recebeu destaca-se a Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências.

“Foi uma surpresa, estou muito satisfeito com a premiação e agradeço aos membros do júri que me escolheram e externo também minha felicidade com a indicação do Carlos Eduardo Cerri. Considero este fato muito importante para as pesquisas desenvolvidas na USP”, disse.

Para o Prêmio Bunge, antigo Prêmio Moinho Santista, não há inscrições e os concorrentes são indicados por um júri. Criado há 54 anos para incentivar a inovação em várias áreas do conhecimento, nesta edição o prêmio anunciou também dois ganhadores em Pintura: Regina Silveira, na categoria Vida e Obra, e Rodrigo Cunha, na categoria Juventude.

A premiação ocorrerá no dia 16 de setembro, na Sala São Paulo. Os vencedores da categoria Vida e Obra receberão R$ 100 mil cada um, além de diplomas e medalhas. Já na categoria Juventude cada um dos escolhidos receberá R$ 40 mil, além de diplomas e medalhas.

Em Manaus, o pesquisador faz parte do Programa para Desenvolvimento de Produtos e Processos no Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) mantém em convênio com a Superintendência da Zona Franca De Manaus (Suframa), com interveniência administrativa da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect).


Sobre o Prêmio

O Prêmio Fundação Bunge foi criado há 54 anos para incentivar a inovação em várias áreas do conhecimento, que se alternam a cada edição. Como não há inscrições e os concorrentes são indicados, o sigilo do processo assegura a independência do prêmio. “Nosso objetivo é reconhecer pessoas cujos trabalhos representem um avanço nas artes e nas ciências. O Brasil pode se beneficiar das inovações criadas e até mesmo outros países”, destaca Ruy Altenfelder, curador do Prêmio Fundação Bunge.

A categoria “Vida e Obra” reconhece o trabalho de um especialista, cuja carreira já está consolidada na área em que atua e os projetos realizados representam um patrimônio cultural importante para o país. Já a categoria “Juventude”
destaca um profissional de até 35 anos, cujo trabalho represente um novo paradigma em sua área.

 

 

 

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