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PIM fecha 2012 com faturamento de R$ 73,4 bilhões

O número está 6,39% acima do faturamento de 2011, com destaque para bens de Informática, que cresceram 26% entre os dois períodos, representando, sozinhos, 11,6% de todo o faturamento do modelo.
publicado: 06/02/2013 09h32 última modificação: 08/03/2016 16h56

As empresas incentivadas do Polo Industrial de Manaus (PIM) fecharam o ano de 2012 com faturamento de R$ 73.448.393.473. O número está 6,39% acima do faturamento de 2011, com destaque para bens de Informática, que cresceram 26% entre os dois períodos, representando, sozinhos, 11,6% de todo o faturamento do modelo.

O saldo de empregos foi de 116.950 postos de trabalho diretos em dezembro, com média anual de 120.056. O valor supera em 2,65% a média de 2011, até então, a melhor da série histórica. “Mesmo com toda a pressão da crise internacional e as dificuldades do setor de Duas Rodas, o PIM teve forças para manter mais de cento e vinte mil postos de trabalho. Obviamente, considerando que o polo de duas rodas é um dos que mais emprega, qualquer crise nesse segmento afeta o resultado global. Então os números são positivos”, comentou o superintendente da Zona Franca de Manaus, Thomaz Nogueira. “Aprofundando a análise dos números, enquanto em alguns segmentos tivemos crescimento forte, em outros foi registrado recuo sensível. Há problemas localizados, em segmentos importantes afetados pela competitividade, pela verticalização e pela evolução tecnológica. Temos que continuar trabalhando para ampliar a oferta de postos de trabalho”, completou.

Um segmento afetado foi o de componentes para motos, como o setor termoplástico, que encerrou o ano com déficit. “O problema de duas rodas é de mercado e precisa de uma solução de mercado. Não é um problema do modelo Zona Franca. Se a produção estivesse em qualquer outro ponto do país, o problema seria o mesmo. De toda forma uma série de medidas que foram adotadas, como a redução da TSA (Taxa da SUFRAMA), a isenção do compulsório (que reduz o custo do financiamento) e a alteração no IPI, contribuíram para minorar os danos e devem apresentar os reflexos positivos agora. Outra solução para o modelo de comercialização, sem dúvida, é ampliar a participação das vendas via consórcio. Com tudo isso, acreditamos que 2013 encerrará com números melhores”, avaliou Nogueira.
O otimismo do superintendente se baseia em dados de setores como o Eletroeletrônico, que criou novas vagas em 2012 e respondeu por 35,42% do faturamento global do PIM (R$ 26.099.627.532).

Apesar do crescimento em real, o faturamento teve redução de 9,02% em dólar, na comparação com 2011. “Foram US$ 37,5 bilhões no ano passado. Isso se explica em função do câmbio. Em 2012, o dólar esteve mais valorizado na comparação mês a mês com o ano anterior. Na média, a valorização foi de 16,69%”, explicou o superintendente.

Para Nogueira, o faturamento é um indicador pobre. Ele aponta produção e a comercialização como melhores termômetros para avaliar o PIM. “O faturamento é afetado, não apenas pelo câmbio, mas também pelo valor unitário de cada bem. Por exemplo, o preço de uma televisão tela plana, foi reduzindo ao longo do ano, isso é bom para a economia, é bom para o consumidor. O que importa é a margem, o resultado. Se vendo por R$ 10 um produto que me custa R$ 7 e vendo por R$ 8 um que me custa R$ 3, para efeito de faturamento vender por R$ 10 parece mais, mas vender por R$ 8 dá mais lucro. Assim, defendo que olhar a produção é um método melhor de avaliar”, defende Nogueira.

Sob esta ótica, o PIM fechou 2012 com uma série de recordes na produção, em itens como televisores, aparelhos telefônicos, bicicletas, splits, celulares, tablets e videogames.