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Proposta de inserir biodiversidade amazônica no processo produtivo é defendida pela SUFRAMA em Seminário da Rio+20

Apresentação foi realizada no auditório do Comitê Nacional de Organização (CNO), no Parque dos Atletas.
por Márcio Gallo publicado: 22/06/2012 00h00 última modificação: 18/03/2016 17h30

Inserir a biodiversidade e o conhecimento científico no processo produtivo. Foi com esta proposta que a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) participou do “Painel sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia” nesta sexta-feira (22), último dia de exposições e debates da Conferência Rio+20. O evento foi realizado no auditório do Comitê Nacional de Organização (CNO), no Parque dos Atletas.

Participaram como palestrantes do evento, além do superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, o senador da República, Eduardo Braga (PMDB-AM), o superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana, e o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Amazonas (Senai-AM), Aldemurpe Barros. O debate foi mediado pelo jornalista da Rede Globo, Heraldo Pereira.

Cada participante da mesa debatedora apresentou projetos e iniciativas com vistas ao desenvolvimento sustentável da região. O superintendente Thomaz Nogueira destacou os avanços gerados pelo modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), que possibilitou, 45 anos atrás, a criação do Polo Industrial de Manaus (PIM), responsável pela preservação de 98% da floresta do Estado do Amazonas. “Ao gerar uma alternativa econômica para a população daquela região, minimizamos o impacto sobre a floresta. Podemos dizer que é um projeto exitoso do ponto de vista econômico, social e ambiental”, afirmou. Nogueira destacou ainda as recentes palestras proferidas pela autarquia em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), demonstrando a importância da convergência de instituições para a sustentabilidade da região.

Para Aldemurpe Barros, “o PIM é essencial para o desenvolvimento do Amazonas, pois garantiu o desenvolvimento que resultou na preservação que vemos hoje”. A mesma opinião é compartilhada por Virgílio Viana, que acrescentou que é preciso também estender à população do interior do Estado melhorias das condições de vida. Segundo ele, “não pode haver pessoas que lutam pela preservação da floresta passando por dificuldades”.

O senador Eduardo Braga lembrou que a geração de oportunidades para moradores de locais longe dos grandes centros urbanos, com o intuito de evitar a migração em massa, possibilita uma melhoria da formação pessoal e profissional desta população que pode contribuir para o desenvolvimento sustentável da região, fomentando inclusive a indústria local. “Devemos fazer combinações inteligentes, com uso da matéria prima local para produção de insumos para as fábricas do Polo Industrial de Manaus. Exemplo disso é a utilização da borracha para a fabricação de pneumáticos para as empresas atuantes no setor de Duas Rodas”, ressaltou.

Promovido pela empresa Coca-Cola, o painel teve como objetivo discutir de que maneira preservar a vegetação nativa da região Amazônica frente aos avanços industriais e a crise econômica internacional, que prejudica a migração do atual modelo industrial mundial para uma produção verde.

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