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Relação Brasil-Japão na Amazônia é destaque na FIAM 2008

Comunidade japonesa é uma das principais parceiras do modelo Zona Franca de Manaus.
publicado: 15/09/2008 00h00 última modificação: 19/07/2016 12h01

Com mais de 30 empresas instaladas no Pólo Industrial de Manaus (PIM), responsáveis por mais de 20% do total de investimentos no Pólo Industrial de Manaus (PIM), a comunidade japonesa é uma das principais parceiras do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). Os aspectos econômicos da relação entre o Japão e o Brasil na região foram destacados durante a quarta Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2008), que se encerra neste sábado, dia 13.

De acordo com o superintendente adjunto de Projetos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Oldemar Ianck, os japoneses têm uma longa história de incentivo ao desenvolvimento da Amazônia. “Eles fomentaram o primeiro processo de industrialização na Amazônia, com suas instalações para manufaturar a juta , na década de 30, o que representou um importante passo para a região após o ciclo da borracha”, destacou Ianck.

As raízes, as perspectivas e os vínculos com o desenvolvimento regional a partir do intercâmbio Brasil-Japão, no contexto amazônico, foram resgatados pelo superintendente em palestra sobre os aspectos econômicos resultantes do vínculo entre os dois países. Atualmente, as empresas japonesas respondem por 28% do faturamento do Pólo Industrial de Manaus, 22% da geração de empregos no parque fabril e entre 20% e 25% do total de investimentos alocados no PIM.

O superintendente adjunto de Projetos da SUFRAMA ressaltou ainda que os fabricantes japoneses trouxeram outros ganhos à região além dos investimentos e a geração de empregos e impostos. “Eles sempre foram além do requerido, como o cumprimento do Processo Produtivo Básico (PPB). Investem na gestão ambiental, em projetos sociais, além de nos emprestar uma cultura gerencial baseada na eficiência e na ética”.

O pólo de duas rodas, composto por montadoras japonesas mundiais, como a Moto Honda da Amazônia (a maior empregadora do PIM) e a Yamaha Motor da Amazônia, são exemplos do que representou a entrada das companhias japonesas no processo de desenvolvimento da Amazônia, em particular por intermédio do Pólo Industrial de Manaus. “Hoje a cadeia produtiva de motocicletas conta com mais de 70% dos componentes fabricados no próprio País”, observou Ianck, destacando o adensamento da produção como fonte de geração de empregos e investimentos na própria região.