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Relevância da ZFM para o Brasil é abordada durante reunião na Fecomercio

Na ocasião, o superintendente da SUFRAMA apresentou à classe comercial do Estado dados sobre a atuação da Zona Franca de Manaus e que embasam a importância do modelo para a economia brasileira.
por Layana Rios publicado: 08/05/2019 16h38 última modificação: 08/05/2019 17h45

O superintendente da SUFRAMA, Alfredo Menezes, participou nesta terça-feira (7), da 5ª reunião ordinária da diretoria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomercio-AM) e do Centro do Comércio do Estado do Amazonas (CECEAM), na sede da Federação. Na ocasião, Menezes apresentou à classe comercial do Estado dados sobre a atuação da Zona Franca de Manaus e que embasam a importância do modelo para a economia brasileira. “Foi com esse propósito de defesa que trouxemos o superintendente nesta reunião, para conversar com os nossos associados”, afirmou o presidente em exercício da Fecomercio-AM, Aderson da Frota.


Alfredo Menezes inicialmente fez questão de reafirmar o compromisso que a presidência da República tem com a região, de manter os benefícios e as vantagens competitivas existentes, e também o compromisso do ministro da Economia, Paulo Guedes, para com a Zona Franca de Manaus e a SUFRAMA. “O ministro já disse que da Zona Franca nada se tira, tudo se melhora ou aperfeiçoa e foi um pouco mais além na última oportunidade que teve com a bancada federal, onde avançou um ponto com a reforma tributária, afirmando que o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) acontecerá, porem nós receberemos um tratamento especial. Como será esse tratamento, ainda estamos fazendo estudos”, explicou.


Menezes também afirmou que ao ser confiada a missão de dirigir a SUFRAMA, apresentou ao presidente Jair Bolsonaro cinco ideias para o fortalecimento da Autarquia e fez algumas demandas. “Pedi que ele me desse uma autonomia administrativa, com a garantia de nomear a equipe da alta administração da Autarquia, o que foi concluído na semana passada, com a posse de três superintendentes adjuntos e o último deverá tomar posse no dia 20. O segundo ponto que pedi ao presidente foi a autonomia financeira, para descentralizar os recursos da SUFRAMA que estavam no governo federal desde meados de 2002. Até aquele momento tínhamos a capacidade de investimento com a nossa marca em diversos pontos da nossa região de abrangência e ele me garantiu que assim seria feito depois das reformas que estão em curso”, afirmou.


Atualmente, o superintendente informou que desenhou um plano de trabalho para a SUFRAMA focado nos três segmentos de atuação da Autarquia: indústria, comércio e agropecuário. “Vi que tínhamos um foco muito grande na indústria e assim que assumi, procurei o contato com todas as áreas e expus a nossa intenção em trabalharmos em conjunto, inclusive com a classe política dos demais Estados de abrangência da SUFRAMA (Acre, Amapá, Roraima e Rondônia). Com a chegada dos meus adjuntos estou partindo para a segunda fase, que é a visita in loco a todos os Estados e às Áreas de Livre Comércio”, garantiu.


Menezes também apresentou dados que mostram o alcance nacional do modelo Zona Franca. “Em 2017 nós internamos aproximadamente R$33 bilhões fora do modelo, com geração de empregos diretos e indiretos na faixa de 750 mil. Em São Paulo, foi gerado em torno de R$ 12 bilhões com a faixa de 250 mil empregos diretos e indiretos. Os dados de 2018 estamos compilando no momento”, observou, apontando ainda os dados sobre a renúncia fiscal brasileira. “Uma autocrítica é que nos comunicamos muito mal com o restante do País. Hoje sabemos que a renúncia fiscal do Estado brasileiro está em R$ 300 bilhões, representamos 8% disso, em torno de R$ 25 bilhões, deixando claramente, a partir de pesquisas, que é um investimento e não um gasto, e que temos os únicos incentivos previstos na Constituição. Temos um desafio estratégico de marketing para dizer o quanto somos importantes ao País”, disse.


Por fim, o superintendente abordou a necessidade de alterações em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e de novas matrizes complementares para a região. “Vejo que não há uma integração na parte do P&D. Temos que ter um protagonismo nisso. Hoje as empresas escolhem as áreas que elas querem fazer a pesquisa e muitas vezes não atendem as nossas demandas. Já estamos trabalhando para o aperfeiçoamento dessa legislação. Além disso, o meu compromisso é caminhar na direção de novas matrizes complementares e aí vemos a tecnologia, o turismo, que é a nossa vocação, e a biodiversidade”, complementou.

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