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Reunião de trabalho reúne representantes de Brasil e Peru

Potencialidades regionais e aprimoramento do comércio entre o Amazonas e o país vizinho foram tópicos discutidos durante encontro realizado na sede da Fieam.
por Márcio Gallo publicado: 13/04/2015 18h15 última modificação: 02/02/2016 17h25

O auditório Ernani Leão de Freitas, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), foi palco, na tarde desta segunda-feira (13), de uma reunião de trabalho entre uma comitiva de cônsules do Peru no Brasil, liderada pelo embaixador Jorge Bayona, o superintendente, em exercício, da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Gustavo Igrejas, e representantes do segmento industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM), entre eles o presidente da Fieam, Antônio Silva, e o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.

Durante o encontro, foram discutidos pontos que podem ser explorados na relação bilateral Brasil-Peru, com enfoque nas potencialidades regionais e no aprimoramento do comércio entre o Amazonas e o país vizinho. Foram discutidas questões logísticas, que possibilitem uma maior aproximação entre a ZFM e o Peru, principalmente por conta do projeto da ferrovia Bioceânica Peru-Brasil, que proporcionará uma ligação ferroviária direta entre a região e o Oceano Pacífico, facilitando, principalmente, a chegada de insumos necessários à fabricação de bens finais na Zona Franca e o transporte de produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Segundo o embaixador Bayona, este encontro foi possível porque “os dois países têm uma aliança estratégica” e a utilização deste novo modal logístico será possível e, para isto, Brasil e Peru “já estão dialogando para chegar a um acordo que beneficie os dois lados”.

Antônio Castillo, diretor geral do escritório comercial do Peru no Brasil (órgão ligado ao Ministério do Comércio Exterior e Turismo daquele país), disse que a relação comercial existente entre a Zona Franca e o Peru já é uma realidade. “A Zona Franca utiliza insumos vindos do Peru para fabricação de peças para motocicletas, que depois são compradas pelo Peru, onde são utilizadas como moto-táxi. Esse é apenas um exemplo de como essa integração já existe e pode ser aprimorada”, destacou Castillo, que lembrou também do comércio de produtos alimentícios na região.

Potencial
O superintendente Gustavo Igrejas afirmou que “é importantíssimo que tenhamos saída para o Pacífico”, por conta das necessidades do Polo Industrial de Manaus. Diante da prorrogação do modelo ZFM até 2073, Igrejas afirmou que a relação bilateral precisa ser desenvolvida ao máximo, com vistas, dentre outros pontos à diminuição de custos, o que deve ocorrer com a implantação de novos modais logísticos, além de melhora na infraestrutura de rodovias, hidrovias e aerovias da região. Igrejas ainda complementou que será feito “o possível para que esta relação bilateral traga benefícios para os dois países”.

Ao final, o superintendente comentou sobre o Acordo de Complementação Econômico 58 (ACE 58), que trata do acesso preferencial de produtos oriundos da Zona Franca de Manaus ao mercado peruano, tema que está sendo tratado pelos governos dos dois países e deve ser melhor discutido em outros encontros entre os representantes brasileiros e peruanos.