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Seminário da FIAM 2015 discute cenários para o PIM até 2073

Grupos de trabalho buscaram levantar os atuais entraves que impactam o modelo ZFM e sugerir soluções.
por Márcio Gallo publicado: 19/11/2015 14h20 última modificação: 27/01/2016 11h36

O futuro do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) foi tema do seminário ‘Perspectivas para o PIM pós prorrogação até 2073’, organizado pela Associação dos Consultores Econômicos do Amazonas (Ascon) e pelo Conselho Regional de Economia (Corecon/AM), dentro da programação da Jornada de Seminários da oitava edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2015). Realizado nesta quinta-feira (19), no Studio 5 Centro de Convenções, em Manaus, o seminário teve como objetivo discutir proposições e avaliar se mudanças na gestão do modelo de desenvolvimento regional poderiam garantir maior evolução econômica e social para o Polo Industrial de Manaus (PIM).

Durante o seminário, como forma de incentivar os debates sobre o tema, foram constituídos grupos de trabalho com os participantes que, coletivamente, buscaram levantar os atuais entraves que impactam o modelo ZFM e sugerir soluções. Entre os participantes, estiveram o economista e consultor empresarial José Laredo, presidente da Ascon; o economista Rodemarck Castelo Branco; e o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo.

Em sua fala, José Laredo apresentou um resumo analítico do PIM no período de 2005 a 2014, de acordo com a quantidade de empresas instaladas no parque fabril manauara e a demanda anual por projetos de implantação, atualização, ampliação e diversificação. O economista destacou que é preciso analisar o cenário industrial de Manaus a partir do comparativo entre as taxas de natalidade e de mortalidade das empresas na região. “Fábricas não virão só com pacotes de incentivos. É preciso ‘vender’ (o modelo)”, afirmou o economista, indicando a necessidade de fomentar a instalação de novas indústrias para minimizar impactos por conta daquelas que venham a encerrar suas atividades, em um ciclo comum de mercado.

Para o economista Rodemarck Castelo Branco, esse é o momento de se discutir os cenários para os próximos 30 anos e os segmentos produtivos que devem ser fortemente incentivados, entre outras metas a médio e longo prazo. “Acho que o futuro vai estar grandemente ligado com o aproveitamento das vocações regionais. Temos que pensar na maior consolidação da Zona Franca e novos caminhos, que passam, sem nenhuma dúvida, pelo aproveitamento dos produtos da região”, disse.

Resultado
As discussões realizadas ao longo do seminário devem ser consolidadas, por parte da coordenação do evento, em um documento intitulado ‘Fontes para a sustentabilidade do PIM’, como forma de contribuir para o fortalecimento do modelo ZFM e das atividades exercidas na região.

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