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Seminário debate a aquicultura como alternativa econômica na região

Encontro tem por objetivo principal debater mecanismos para potencializar a aquicultura na Amazônia.
por Márcio Gallo publicado: 18/11/2015 17h08 última modificação: 27/01/2016 18h27

Teve início, nesta quarta-feira (18), o sexto Encontro de Negócios da Aquicultura da Amazônia (VI ENAq), evento que integra a programação da Jornada de Seminários da oitava edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2015). O Encontro, cuja abertura foi realizada no auditório Rio Amazonas, da Faculdade de Estudos Sociais da Universidade Federal do Amazonas (FES/UFAM), é uma parceria da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e da Secretaria de Estado de Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror/AM), tendo como objetivo principal debater mecanismos para potencializar a aquicultura na Amazônia.

A solenidade de abertura contou com a presença do secretário da Sepror, Sidney Leite, do secretário-executivo adjunto de Pesca e Aquicultura (Sepa/Sepror), Bernardo Geraldino, do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, do presidente da Associação de Engenharia de Pesca do Amazonas (AEP/AM), Renilton dos Santos, e do presidente da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), Evandor Geber. Luis Vasques, diretor-presidente da Federação da Aquicultura Familiar do Estado do Amazonas (Fafeam), Marli Angelica, que representou a UFAM, e os deputados estaduais Dermilson Chagas e Orlando Cidade também compuseram a mesa de abertura.

Geraldo Bernardino iniciou os trabalhos destacando a necessidade de se inserir a região de forma mais competitiva no mercado. “Foi-se o tempo em que basicamente queríamos criar peixe. O momento agora também pede que geremos empregos e renda, ao mesmo tempo que buscamos a interiorização do segmento”, disse. Pela qualificação técnica e diversificação daqueles que participam do encontro, o secretário-executivo da Sepa acredita que “este seminário é uma grande chance de se discutir esse tema, destacando a visão de cadeia produtiva que ele traz”.

O presidente da Faea, Muni Lourenço, enfatizou que é preciso buscar incentivar a economia fora da capital do Estado do Amazonas, Manaus. “Temos claro que a vocação do Amazonas para a aquicultura – pela abundância que temos de água e de conhecimento que já existe e precisa ser ampliado no que diz respeito à criação das principais espécies do segmento – é uma das alternativas econômicas palpáveis para que possamos interiorizar nossa economia, para que o Estado não precise depender quase que exclusivamente da atividade do Polo Industrial de Manaus. A aquicultura é uma das atividades que pode dar resposta na geração de emprego, renda e qualidade de vida para 48% da população amazonense que está no interior do Estado”.

O secretário da Sepror, Sidney Leite, disse que o evento é fundamental para colocar a questão de incentivos à produção rural em evidência, e o debate entre as partes é essencial para colaborar com o setor público neste sentido. “Que a gente possa sair daqui hoje com avanços e propostas que possamos consolidar. Entendo que o nosso papel é de fomento e consolidação de políticas públicas, e é com o contraditório das ideias que chegaremos a algum lugar”.

ENAq
A programação deste ano do Encontro Nacional da Aquicultura da Amazônia tem uma pauta extensa, que pretende discutir, entre outros temas, a elaboração de novas políticas para o desenvolvimento da aquicultura na Amazônia; o estímulo à eficiência econômica da cadeia produtiva da aquicultura pela verticalização da produção; o implemento da produtividade e/ou inovação tecnológica; a promoção do desenvolvimento sustentável da aquicultura, conciliando a melhoria da produção com a variável ambiental; e o favorecimento ao desenvolvimento da aquicultura familiar para a melhoria de vida da população interiorana.

O VI ENAq começou nesta quarta e vai até o sábado (21), e terá oito painéis de discussões que devem gerar uma carta de intenções que pretende alinhar sugestões de fomento ao segmento.

Jornada de Seminários
A Jornada de Seminários Internacionais faz parte da programação técnico-científica da Feira Internacional da Amazônia e ocorre até sábado (21). Ao todo são 15 seminários com temas voltados, sobretudo, ao debate para o desenvolvimento da Amazônia.