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Seminário discute possibilidades de desenvolvimento para além da ZFM

Interiorização do desenvolvimento e diversificação da economia foram sugestões apresentadas durante o evento.
por Layana Rios publicado: 21/11/2015 16h45 última modificação: 26/01/2016 17h25

Discutir e apresentar sugestões para levar desenvolvimento aos municípios do Amazonas, diversificando a economia do Estado para além da Zona Franca de Manaus (ZFM) e investindo na logística da região. Essa foi a proposta do seminário “Interiorização do Desenvolvimento”, organizado pela Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SeplanCTI) e realizado nessa sexta-feira (20), no Studio 5 Centro de Convenções, como parte da programação da Jornada de Seminários da oitava edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2015).

O titular da SeplanCTI, Thomaz Nogueira, apresentou um panorama do Amazonas, abordando, inicialmente, a criação do modelo ZFM e a consequente concentração econômica do Estado na capital Manaus. Em seguida, ele discorreu sobre a evolução histórica do modelo e as possibilidades com a prorrogação até 2073, para então focar nos desafios, condicionantes e passos que podem ser tomados para o processo de interiorização do desenvolvimento.

“Temos uma realidade distinta entre Manaus e o interior do Estado, em virtude da Zona Franca de Manaus. A capital concentra 80% da economia do Estado. O nosso desafio, além de diversificar a economia, é diversificar a dispersão da atividade econômica. Você pode levar saneamento, habitação, mas se você não levar atividade econômica, você não fixa o homem no interior. Não há diferença entre as expectativas dos jovens que moram na capital e os jovens que moram numa cidade do interior do Estado. Sem alternativa de atividade econômica, continuaremos com o aumento da participação de Manaus e o esvaziamento do interior”, afirmou o secretário.

Nogueira elencou, ainda, as principais potencialidades econômicas do Amazonas, como o petróleo e gás, o polo Naval, o polo de fertilizantes, os minerais, o turismo, os recursos naturais a partir do manejo florestal, os alimentos e o desenvolvimento de fármacos e cosméticos. “Em cada uma dessas potencialidades, precisamos avaliar os marcos legais, organizar os processos produtivos locais, formar capital intelectual, investir na infraestrutura logística e desenvolver a tecnologia apropriada”, observou.

Logística
O segundo palestrante do seminário foi o presidente do Conselho Regional de Administração do Estado do Amazonas (CRA/AM), Antônio Jorge Cunha Campos, que ressaltou a logística do Estado como uma das principais ferramentas para viabilizar a interiorização do desenvolvimento do Amazonas.

Campos apresentou o Plano Brasil de infraestrutura Logística (PBLog), realizado pelo Conselho Federal de Administração (CFA), em parceria com os Conselhos Regionais de Administração (CRAs), com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Viajamos o país inteiro para gerar esse documento com propostas pragmáticas para a logística de todo o território nacional”, afirmou. O palestrante também ressaltou que, além da infraestrutura, é preciso pensar as oportunidades e entender qual a melhor forma de desenvolver tanto a atividade produtiva quanto a logística. “Precisamos entender melhor a questão antropológica e os recursos que temos para fazer o trabalho da maneira mais profissional possível”, disse.

Público
Os participantes da Jornada de Seminários da FIAM aprovaram os temas e as discussões colocadas pelos palestrantes.

Karen Cristina dos Santos é estudante do curso de Logística da Universidade Paulista (Unip) e esteve presente no seminário. “A logística é um tema que precisa ser debatido com muito vigor, pois nossa situação é muito específica na região e ainda há muito o que melhorar”, afirmou. “Os seminários são muito importantes para o desenvolvimento da região. Pessoas de outros Estados também estão aqui, tanto palestrando quando participando, com um único propósito, que é o de melhorias para o desenvolvimento da Amazônia”, concluiu.

A professora Isandra Bentes atua na Universidade Federal do Amazonas em Parintins e desde 2008 participa da FIAM. “Comecei ainda estudante e agora venho como professora, trazendo meus alunos. O seminário de hoje foi muito importante pela temática focar o interior do Amazonas, do qual faço parte. É um privilégio ter palestrantes de tão alto nível discutindo questões fundamentais para nossa região”, ressaltou.