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Seminário sobre zonas francas desperta interesse de empresários brasileiros e chilenos

O seminário busca difundir as novas oportunidades de negócios como resultado da entrada em vigência dos Protocolos Adicionais 49 e 51 do Acordo de Cooperaçao Econômica (ACE-35), assinado entre Chile e os países do Mercosul, em 1996.
publicado: 25/05/2009 00h00 última modificação: 01/07/2016 17h40

A Embaixada do Brasil e a Câmara Chileno-Brasileira de Comércio, com apoio da Superintendencia da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Centro das Indùstrias do Amazonas (CIAM) e Federaçãoo das Indústrias do Amazonas(FIAM) realizaram hoje, 25, no Hotel Ritz-Carlton, em Santiago, no Chile, um encontro que atraiu empresários de ambos países, denominado Seminario Zonas Francas Chile – Brasil: Oportunidades de Negócios. O evento contou com a participação do superintendente Adjunto de Planejamento da SUFRAMA, Elilde Menezes, que também é o coordenador da missão empresarial, composta por empresas do Polo Industrial de Manaus e representantes de órgãos do Governo do Estado do Amazonas. A palestra de Elilde Menezes sobre o modelo de desenvolvimento da Amazônia Ocidental despertou grande interesse por parte dos empresários chilenos e também de empresários de São Paulo.

O seminário busca difundir as novas oportunidades de negòcios como resultado da entrada em vigência dos Protocolos Adicionais 49 e 51 do Acordo de Cooperaçao Econômica (ACE-35), assinado entre Chile e os países do Mercosul, em 1996.

Durante o evento, o Presidente da Câmara de Comércio do Chile, Juan Irarrázabal, destacou a importância do processo de integração entre Brasil e Chile e o amplo espaço que existe entre os demais países da América do Sul. Para ele, a saída para a crise internacional não está no protecionismo, mas no aumento da demanda regional. Juan elogiou o modelo de desenvolvimento Zona Franca de Manaus e disse ser uma excelente oportunidade para entrada de produtos chilenos, como o vinho.

Para o Diretor de Relações Econômicas Internacionais do Ministério de Relações Exteriores do Chile, Carlos Furche, Brasil e Chile estão sendo grandes sócios. "A dinâmica positiva na relação entre os dois países, através de investimentos bilaterais e acordos econômicos, fortalecem a integração e abrem oportunidades de negócios".

A ausência da superintendente da SUFRAMA, Flávia Skrobot Grosso, foi justificada pelo Embaixador do Brasil, Mário Vilalva, uma vez que ela integra missão do Presidente Lula a vários paìses, como superintendente de um importante polo de desenvolvimento, que fatura mais de US$ 30 bilhões.

Em seu discurso, o diplomata ressaltou a estabilidade do sistema polìtico brasileiro e sua situação econômica, o que favorece os investimentos, assim como as relações diplomáticas, que datam do começo do século XIX e são baseadas em manifestacões de amizade, cooperação e admiração mútua. Os dois países se esforçam, segundo ele, na transformação desse capital polìtico em novas formas de cooperação, especialmente no incremento do comércio e de investimentos. Hoje, o Brasil é o terceiro provedor do Chile. "O comércio cresce, como também crescem os investimentos do Brasil no Chile, em princípio com as pequenas e médias empresas, mas agora com grandes empresas e a presença de bancos como o Banco do Brasil e Banco Itaú".

A diplomacia de ambos países se encarregou de estabelecer acordos que facilitem o intercâmbio comercial. Em 2008, foi registrada uma importante conquista ao se incluir as zonas francas no comércio bilateral, o que significa dizer que o Polo Industrial de Manaus, assim como as zonas francas de Iquique e Punta Arenas, passam a fazer parte do livre comércio entre os dois países.