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Sessão especial no Senado marca os 45 anos da SUFRAMA e do modelo ZFM

Para o superintendente da autarquia, este é um momento oportuno para se destacar o importante papel desse modelo de desenvolvimento regional.
publicado: 04/05/2012 00h00 última modificação: 23/03/2016 10h46

O Senado realiza nesta segunda-feira (7/5), às 11h, no seu plenário, sessão especial em comemoração aos 45 anos do modelo Zona Franca de Manaus e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (ZFM). A propositura é da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e foi subscrita pelos senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Álvaro Dias (PSDB-PR), Roberto Requião (PMDB-PR), Cícero Lucena (PSDB-PR), Paulo Davin (PV-RN) e Martha Suplicy(PT-SP).

Para o superintendente da SUFRAMA, Thomaz Nogueira, que estará presente ao evento, este é um momento oportuno para se destacar o importante papel desse modelo de desenvolvimento regional. “A ZFM chega aos 45 anos comemorando grandes conquistas, como o recorde de faturamento de US$ 41 bilhões em 2011, o pico de empregos de 125 mil vagas - com média anual de 119 mil – os mais de R$ 2,5 bilhões investidos em todos os 153 municípios que integram a sua área de abrangência, e a conquista de um lugar de destaque entre os mais modernos aglomerados industriais da América Latina”, destaca.

Nogueira chama atenção para um benefício do modelo que não foi previsto pelos seus idealizadores, mas que acabou se tornando um de seus maiores trunfos: criada para promover o desenvolvimento regional, dentro da lógica do ‘integrar para não entregar’, a Zona Franca de Manaus permitiu o desenvolvimento da economia do Amazonas com baixo índice de utilização dos recursos florestais, propiciando à população local uma alternativa econômica sem a necessidade de exploração predatória da floresta. “Avalio o modelo ZFM de forma extremamente positiva, uma vez que ele foi o responsável pela expansão da economia na região, com grande contribuição para o País. Hoje vemos que os resultados apresentados pelas indústrias do Polo Industrial de Manaus permanecem num crescente, tanto em produção quanto em empregos. O escoamento da produção ainda é um dos maiores desafios que precisamos solucionar. Devemos trabalhar forte esta questão da logística local para nos manter competitivos nacional e internacionalmente”, observa.

O superintendente aponta outro ponto relevante: o impacto positivo da ZFM sobre o meio ambiente, que permitiu a conservação de 98% da cobertura vegetal nativa do Amazonas e a geração de benefícios para bilhões de pessoas em todo o mundo. “No momento em que mundo se dá conta dos perigos da devastação incontrolada da natureza, a gerar fenômenos como as mudanças climáticas vertiginosas que estamos presenciando, a preservação da maior floresta tropical do mundo adquire ainda mais importância e a Zona Franca de Manaus possui um papel fundamental nesse aspecto”.

Nogueira ressalta ainda que a SUFRAMA, ao longo desses 45 anos, tem apoiado projetos que potencializam, sobretudo, atividades que exploram as oportunidades regionais, o que leva desenvolvimento a todas a área de abrangência da Superintendência: Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e Área de Livre Comércio de Macapá-Santana, no Amapá. “A autarquia apoia universidades, institutos de pesquisas tecnológicas e projetos que se destinam à qualificação e formação de recursos humanos em áreas do conhecimento relacionadas, entre outras, à Tecnologia da Informação, incluindo Ciências da Computação, Eletrônica e Ciência da Informação, Logística e Biotecnologia”.

Os recursos oriundos das Taxas de Serviços Administrativos, arrecadadas junto às empresas incentivadas do Polo Industrial de Manaus, têm sido utilizados para apoiar diversas ações de desenvolvimento científico-tecnológico nos Estados que compõem a Zona Franca, como o apoio ao Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado do Amapá (IEPA) visando ao desenvolvimento de tecnologia para a produção de cosméticos; apoio à Universidade Federal de Roraima (UFRR) em estudos que buscam o desenvolvimento de produtos naturais orgânicos com potencial farmacológico; apoio à Universidade Federal do Acre (UFAC) em estudos que incluem sistemas produtivos adequados às peculiaridades amazônicas. Através do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) e de instituições credenciadas junto ao Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA), como a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Embrapa, Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (CEPLAC) e o Instituto de Ensino Superior de Rondônia (IESUR), a SUFRAMA também apoia pesquisas em fármacos, biocombustíveis, produtos agrícolas, sistemas agroflorestais, infraestrutura de produção, entre outros.