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Sial supera expectativas de pequenos empresários da Região

Foram cinco dias de muitos contatos e pesquisas de mercado na maior feira de alimentos do mundo, realizada no Parque de Exposição Villepinte, com a presença de mais de cinco mil expositores de 183 países, distribuídos em sete pavilhões.
publicado: 28/10/2008 00h00 última modificação: 19/07/2016 10h04

A participação das empresas Bombons Finos da Amazônia, Licores da Amazônia, do Amazonas, e Sorvetes Dullim, de Rondônia, em parceria com a SUFRAMA no Salão Internacional de Alimentação - SIAL, em Paris, de 19 a 23 de outubro, superou as expectativas de seus representantes, que ficaram surpresos com a grande aceitação de seus produtos e as chances de conquistarem novos mercados. Foram cinco dias de muitos contatos e pesquisas de mercado na maior feira de alimentos do mundo, realizada no Parque de Exposição Villepinte, com a presença de mais de cinco mil expositores de 183 países, distribuídos em sete pavilhões.

“Quando cheguei aqui eu me espantei, porque SIAL é uma mega feira. Eu poderia ter vindo muito melhor preparada, tive problema na logística de nossas amostras, que não foi atendida, tive que mandar via correio, quando poderia ter vindo de containner, congelado. Mas, nossa participação foi muito positiva e estou super feliz. A oportunidade que a SUFRAMA está dando não é apenas para a Dullim, mas para o estado de Rondônia e todas as pequenas empresas da área de atuação da SUFRAMA,” declara a representante da Dullim, Roseane Pinheiro. A felicidade da Engenheira de Alimentos e Consultora de Comércio Exterior da empresa rondoniense não é para menos. Além da aceitação do sorvete de açaí, produto lançado recentemente, as embalagens também estão adequadas ao consumidor final internacional. O sucesso foi tão grande que no dia 9 de novembro uma empresa americana estará visitando a fábrica da Dullim, em Rondônia, para confirmar que o produto é pasteurizado e depois então formalizar o pedido – o cliente quer as 70 toneladas de sorvete produzidas por semana. O sorvete – com 75% de fruta – foi considerado um produto inovador, a grande sensação de SIAL. Outros clientes, que já trabalham com açaí, também querem fazer negócios com a Dullim – uma fábrica de sucos da Alemanha, que deseja o produto em tonéis, três empresas de Angola, uma delas já estabeleceu cota de pedido de um containner de 40 pés a cada 15 dias, uma do Chile e outra da Noruega.

O horizonte da empresa de Rondônia é promissor. Roseane prevê um crescimento a partir da Feira de SIAL de 80% do negócio. Mas, a euforia não tira os pés do chão de Roseane Pinheiro, que garante que a Dullim prefere dividir sua produção com vários clientes, do que ter um só e assim ganhar um pedaço de cada mercado.

A empresária Lúcia Vieira da Silva, da Bombons Finos da Amazônia também considera positiva a participação de sua empresa na SIAL, que chamou a atenção de potenciais clientes da Espanha, Rússia, França e Itália. Segundo a empresária amazonense, “o interesse realmente aparece, porém apesar de ter o apelo regional, amazônico, nós temos o entrave da logística de importação, chegar aqui com um preço razoavelmente bom para poder se adequar ao preço do mercado”. Lúcia explica que um produto perecível – como é o caso dos bombons - precisa de uma logística muito mais rápida. O tempo de validade de seus produtos hoje é de seis meses, mas ela informa que já trabalha para chegar aos 12 meses.

Jordana Vieira, filha de Lúcia e braço direito do pai, o empresário Jorge Vieira foi quem manteve contato com os empresários dos quatro países. Ela explica que esse primeiro contato foi importante para conhecer o mercado e estudar a adequação do produto quanto à rotulagem, embalagem, ingredientes, composição química. Jordana avalia a participação na SIAL como de extrema importância, não apenas pelos contatos, mas pelas idéias que surgiram.

Outra que também comemora sua participação na Feira, em Paris, na condição de convidada, é a empresária do Licores da Amazônia, Rita Marise de Queiroz. Seus licores caíram no gosto dos visitantes internacionais, abrindo possibilidades com empresas da França e da Rússia. Rita aproveitou para visitar os stands dos fabricantes concorrentes e garante que grande parte deles usam flores e ervas e pouca fruta. Segundo ela, esse é o diferencial em relação ao seu licor, muito mais viscoso em função da quantidade de fruta adicionada na preparação de cada um de seus 24 sabores registrados. Aliás, a empresária sabe tirar proveito do marketing amazônico até na forma de se apresentar e oferecer seus produtos para degustação – de cocar na cabeça, lembrando uma indígena, o que garantiu espaço na mídia internacional e entre os próprios expositores que faziam questão de tirar fotos com ela.

Para Rita Queiroz, a viagem a Paris e sua participação na Feira Internacional de Alimentos foi um sonho. “Nunca pensei estar aqui, mostrando meus produtos aos franceses. Estou muito feliz pelos conhecimentos adquiridos, pelos contatos feitos e sobretudo, por mostrar prá mim que a França não é um mercado impossível e que o idioma não representa barreiras”.

A Superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Skrobot Grosso, que coordenou a missão internacional, composta pela Coordenadora Geral de Desenvolvimento Regional, Eliany Gomes e pela Coordenadora Geral de Comunicação, Junha Januária, comemorou com as empresárias do Amazonas e de Rondônia, os resultados alcançados. Para ela, é gratificante ver o quanto é importante a oportunidade que a SUFRAMA oferece aos pequenos empresários na abertura de novos mercados, a partir de contatos com potenciais clientes de diversos países, propiciando a adequação dos produtos aos mercados desejados.