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Soluções logísticas são apresentadas durante FIAM 2008

Especialistas afirmam que o cenário da logística na Amazônia é promissor, uma vez que já podem ser vistos grandes projetos e iniciativas tanto do setor privado quanto da esfera pública para solucionar os entraves da área.
publicado: 10/09/2008 00h00 última modificação: 19/07/2016 17h50

As iniciativas voltadas para a solução dos problemas de logística da Amazônia, com o objetivo de melhorar o fluxo de mercadorias entre a região e os grandes centros consumidores e produtores nacionais e  internacionais, foram apresentadas no seminário “Logística na Amazônia: projetos e perspectivas promissoras”, que faz parte da  programação da quarta Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2008),  iniciada nesta quarta-feira (dia 10) e que se estende até o próximo  sábado (dia 13).

De acordo com a moderadora do evento, Márcia Helena Veleda Moita, o cenário da logística na Amazônia é promissor, uma vez que já podem ser vistos grandes projetos e iniciativas tanto do setor privado quanto da esfera pública para solucionar os entraves da área.  “O escoamento dos nossos produtos e a questão da nossa localização, distante dos grandes centros econômicos, estão entre os principais gargalos da logística na Amazônia”, observou Márcia, que faz parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Logística, Transporte e Construção Naval da Amazônia, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Entre os projetos para melhoria do sistema logístico da região estão os investimentos em um novo terminal de cargas no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e na construção de um porto público nas proximidades do Porto da Ceasa, no Distrito Industrial, ambos em Manaus. Outro projeto relevante é a conexão da região com países vizinhos através do chamado Eixo Amazônico, com destaque para a interligação da capital do Amapá ao Peru por meio de vias multimodais, principalmente a partir das hidrovias dos rios Amazonas e Solimões, permitindo assim fluxos de cargas entre Atlântico e Pacífico e beneficiando também o crescimento sustentado do Pólo Industrial de Manaus (PIM), uma vez que o eixo inclui a capital do Amazonas.

Para o chefe do Departamento de Operações da Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias, Walfrido de Oliveira Silva Neto, além destes investimentos, é necessário combater a burocracia que paralisa as cargas por até dez dias nos terminais alfandegários, para agilizar o fluxo e reduzir os custos. Segundo ele, a capital amazonense conta apenas com um porto público e dois grandes terminais da iniciativa privada capazes de comportar contêineres e abastecer as indústrias do PIM. “Esses portos já estão estrangulados. É necessário construir um outro porto público, que deverá contar com um aporte de R$ 80 milhões entre 2012 e 2015”, afirmou.

A projeção é que o novo porto movimente 250 mil contêineres de 20 pés (tamanho padrão) por ano, o que representa praticamente o total movimentado pelos três portos atualmente. No ano passado, os três principais portos de Manaus movimentaram 294 mil contêineres.