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SUFRAMA conhece planos de reposicionamento do INDT

Cases de sucesso foram apresentados à superintendente da SUFRAMA, Rebecca Garcia, e ao superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Marcelo Pereira.
por Enock Nascimento publicado: 24/06/2016 16h07 última modificação: 27/06/2016 14h03

Os planos do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) de reposicionamento no mercado de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), a estrutura dos seus laboratórios e “cases” de sucesso, foram apresentados à superintendente da SUFRAMA, Rebecca Garcia, e ao superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Marcelo Pereira, durante visita técnica da autarquia à sede do INDT, nesta sexta-feira (24).

O diretor-presidente do INDT, Carlos Geraldo Feitoza, recepcionou os dirigentes da autarquia e realizou uma apresentação histórica sobre a instituição, desde o tempo em que se chamava Instituto Nokia, com destaque para momentos como o ano de 2008, em que a mão de obra total foi de 302 funcionários, e o de 2014, quando a Microsoft substituiu a empresa finlandesa e se tornou a principal mantenedora. De acordo com Feitoza, a importância do INDT pode ser exemplificada pelo fato de a instituição ser detentora de dez patentes mundiais (de 18 submetidas) e ter mais de 500 publicações em revistas especializadas do Brasil e do exterior.

“É um momento desafiador e empolgante no qual, por não possuirmos mais mantenedoras como a Nokia e a Microsoft, estamos nos abrindo para o mercado, buscando novos clientes. Estamos nos reestruturando e nos readaptando. Criamos, por exemplo, um departamento de negócios e marketing para melhor oferecer nossa expertise”, explicou Feitoza.

Na ocasião, Rebecca Garcia salientou que conhecer os Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) regionais se tornou prioridade dentro da estratégia da autarquia de disseminar os resultados dos investimentos proporcionados por recursos advindos da Lei de Informática. “Ao conhecermos in loco projetos de excelência como os desenvolvidos aqui, temos ainda mais convicção de que os recursos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) proporcionam iniciativas de alta qualidade e grande valor agregado de inovação na região”, salientou.

O superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da autarquia, Marcelo Pereira, salientou que a divulgação da atuação e dos resultados dos projetos empreendidos pelos ICTs amazônicos é justamente um dos focos de atuação da autarquia neste momento – para tanto, o site oficial da SUFRAMA está sendo reformulado para incluir um ícone específico sobre essa questão. “É uma forma também de as empresas interessadas em contratar projetos de P&D poderem conhecer o trabalho das instituições e formar parcerias”, explicou.

Pesquisas de aplicação
Durante a visita, foram apresentadas também à equipe técnica da SUFRAMA as pesquisas de aplicação desenvolvidas em laboratórios como o Cloud (Nuvem) e Big Data (backend com capacidade de armazenamento de 1 petabyte e 800 cores); o de Imagem (testes e benchmarking em módulos de câmera para ajustes e aperfeiçoamento); o de Experiência do Usuário (Infraestrutura para pesquisas com usuários e testes de usabilidade); Hardware; e Validação. “Aqui no laboratório de Telecomunicações foram feitas as primeiras ligações e testes de 3G e 4G do Brasil”, contou o diretor de negócios, André Erthal.

O diretor-presidente do INDT ressaltou que, além dos projetos de inovação como rastreador de GSM para animais, a principal contribuição da instituição está na formação de capital intelectual. Feitoza frisou que a maior dificuldade era a qualificação de mão de obra. Em 2003, por exemplo, apenas 10% do quadro do INDT eram de nascidos no Amazonas. “Hoje, são 70%”, frisou, acrescentando que pelo instituto passaram 769 funcionários e que foram realizados mais de 1.200 treinamentos. Dos atuais 71 colaboradores que atuam diretamente nas pesquisas, 8% são técnicos, 40% graduados, 19% especialistas, 29% mestres e 4% doutores.

“É importante o fortalecimento dos ICTs locais para eles continuarem atrativos para profissionais talentosos e promissores. Hoje, a qualificação da mão de obra local é de nível mundial. Isso significa também que concorremos globalmente. Cerca de 300 ex-funcionários nossos estão trabalhando em países como EUA, Alemanha e Canadá”, observou Feitoza.