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SUFRAMA debate cadeias produtivas de serviços em sua área de atuação

Autarquia participou do segundo dia de programação da VII Semana de Economia da Ufam a fim de debater atividades e serviços com vantagens comparativas e oportunidades de crescimento na região
por Diego Queiroz publicado: 10/10/2018 18h12 última modificação: 10/10/2018 18h12

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) deu continuidade na manhã desta quarta-feira (10) à sua participação na VII Semana de Economia, que está sendo promovida desde terça-feira (9) na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com a realização da palestra “Expectativas e Desafios relativos às Cadeias Produtivas de Serviços na Área de Atuação da SUFRAMA”.

A palestra foi apresentada pelo economista da Coordenação Geral de Estudos Econômicos e Empresariais, Patry Boscá, e ocorreu no segundo dia do evento, cujo objetivo foi debater os serviços mais evidentes que a Amazônia tem vantagem comparativa e quais as barreiras a serem superadas para explorar esse potencial. Além da participação da SUFRAMA, o painel também contou com apresentações de professores da Ufam.

Em sua fala, Boscá enfatizou, inicialmente, questões relacionadas à logística da região e o índice de acessibilidade e de potencial dos mercados, bem como explicou conceitos básicos sobre a área de abrangência da Zona Franca de Manaus, seus incentivos fiscais voltados à indústria, ao comércio e à agropecuária e os cenários de crescimento advindos com a prorrogação do modelo de desenvolvimento até 2073.

Ele também fez um retrato da participação por atividade econômica de cada um dos Estados da Amazônia Ocidental (Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas) e do Estado do Amapá na comparação com o restante do País, utilizando, para isso, dados comparativos do Sistema de Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por fim, elencou atividades e serviços com maior potencial na região, com destaque, principalmente, para o turismo, a logística e a remuneração por serviços ambientais (mercado de carbono e seus derivados).

"O Turismo interage com cerca de 50 atividades produtivas da economia, constituindo-se em uma malha ampla e complexa de encadeamento", defendeu Boscá. "Já investir em conservação pode trazer retorno financeiro para o setor privado. Florestas e ecossistemas prestam uma série de serviços ambientais à sociedade: regulam a temperatura, mantém a qualidade da água e do ar, evitam a emissão de gases de efeito estufa, entre outros. Dessa forma, há a possibilidade de pagamento por serviços ambientais", complementou.

De acordo com o economista, no entanto, para o pleno aproveitamento e desenvolvimento dessas atividades, alguns entraves precisam ser superados, entre os quais a falta de políticas públicas e de marcos regulatórios bem definidos, a descontinuidade das ações planejadas, a carência de qualificação de mão de obra para prestação de serviços e a falta de infraestrutura adequada.

Encerramento

A SUFRAMA participará também do encerramento da VII Semana de Economia, nesta quinta-feira (11), com palestra em painel que reunirá profissionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Secretaria da Produção Rural e Abastecimento (Sepror) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em debates sobre as cadeias produtivas agroindustriais da Amazônia Ocidental.

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