Você está aqui: Página Inicial > Notícias > SUFRAMA debate crise econômica e desenvolvimento regional no X Enam

Notícias

SUFRAMA debate crise econômica e desenvolvimento regional no X Enam

O evento, que começou no dia 19 e vai até o dia 21, está sendo realizado no auditório Gilberto Mendes Azevedo, na sede da Fieam.
por Enock Nascimento publicado: 20/05/2016 16h02 última modificação: 20/05/2016 17h52

A crise econômica e o desenvolvimento regional foram alguns dos tópicos debatidos na 10ª edição do Encontro de Entidades de Economistas da Amazônia Legal (X Enam). O evento, que começou no dia 19 e vai até o dia 21, está sendo realizado no auditório Gilberto Mendes Azevedo, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas Fieam) e tem como tema principal “O Contexto de crise nas economias amazônicas: oportunidade e desafios para os economistas”.

No painel “O desenvolvimento Regional na Amazônia”, realizado nesta sexta-feira (20), o assessor de gabinete da SUFRAMA, Renato Freitas, representou a Autarquia no debate. O economista mostrou dados consolidados dos Estados da Amazônia nas décadas de 1990, 2000 e 2010 a partir de indicadores como: o de Pobreza (Até R$ 140 mensal de renda); o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que além da renda verifica também a longevidade e a educação; o Índice de Progresso Social (IPS), que mede o atendimento às necessidades humanas básicas, fundamentos para o bem-estar e oportunidades; e o de Acessibilidade, que verifica a logística de deslocamento para as cidades a partir de São Paulo.

Os dados mostram que alguns municípios apresentam os melhores e mais elevados índices dentro da Região. Essas “ilhas” de desenvolvimento da Amazônia são recortes compostos por municípios como a cidade de Manaus e arredores, e também regiões como do Sul do Pará e de Rondônia e quase a totalidade dos Estados de Mato Grosso e de Tocantins. Uma verificação é que as regiões mais bem avaliados são as mais acessíveis (até 12 horas) enquanto as mais isoladas possuem dados mais baixos.

“Chama a atenção também o fato de que os locais com melhores índices também apresentam elevada taxa de desmatamento. A exceção é a capital do Amazonas, pois a influência da Zona Franca de Manaus (ZFM) auxiliou na preservação de 98% da sua cobertura vegetal nativa pois criou uma alternativa econômica para a população”, destacou Renato Mendes.

O economista também salientou a contribuição do modelo na formação de capital intelectual. “Com dinheiro arrecadado junto às empresas incentivadas do Polo Industrial de Manaus (PIM) foram criados 70 Cursos entre graduação, especialização, mestrado, doutorado e capacitação de recursos humanos”, observou.

Renato Mendes frisou ainda o projeto Zona Franca Verde (ZFV) - que incentiva a criação de indústrias a partir de produtos com preponderância da matéria-prima regional – no avanço dos arranjos produtivos locais e como exemplo positivo no incremento do desenvolvimento sustentável da região.

Evento
O Enam é um encontro promovido pelo Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM) com o apoio do Conselho Federal de Economia (Cofecon) que conta com a participação dos Conselhos dos Estados do Acre, Amazonas, Pará/Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins, e do Conselho Federal – Cofecon- dos demais Estados da Federação.

Na sexta-feira também ocorreu o painel “O contexto de crise e seus reflexos nas economias amazônicas”, que contou com a palestra da economista Celina Ramalho, que é tradutora de livros de economia, entre eles “Economia Internacional”, de Paul Krugman e Maurice Obstfeld; e “Maus Samaritanos”, de Ha Joon Chang.